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Teste Vocacional para Residência Médica: Como Escolher a Especialidade Médica?

Se você veio até esse texto, é provável que seja um estudante de medicina ou um médico já formado em busca de sua vocação dentro da medicina.

A boa notícia é que você pode descobrir a sua vocação a partir de um teste vocacional para residência médica.

A medicina é uma área muito ampla. Sendo assim, realizar um teste vocacional antes de cursar a residência médica talvez seja uma das formas mais eficientes de descobrir qual especialidade combina melhor com você – com suas habilidades práticas naturais, seus interesses teóricos e o estilo de vida que você pretende ter.

Em 2019, dos 25.000 médicos formados no ano anterior, cerca de 17.000 ingressaram na residência médica no Brasil (ou seja, cerca de 68% deles). Em algum momento esses médicos passaram pelo mesmo dilema: qual residência devo escolher?

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Como funciona o teste vocacional para residência médica?

O teste vocacional para a residência médica não difere muito dos testes vocacionais tradicionais, aqueles que realizamos antes de escolher nosso curso de faculdade.

Ele avalia, através de perguntas, basicamente: o que te desperta interesse, qual ambiente de trabalho se encaixa com a sua personalidade, qual estilo de trabalho (em grupo ou sozinho; em regime de plantão ou em regime de consultório etc.), quais suas metas pessoais, suas metas profissionais e suas habilidades inatas.

Quais são as principais áreas de atuação na medicina?

Anestesiologia

Para ser um bom anestesista, você precisa, antes de tudo, ter interesse em realizar procedimentos e lidar bem com a farmacologia.

O anestesiologista precisa saber trabalhar sob pressão – ou seja, estar preparado para qualquer situação emergencial que possa acontecer dentro de uma sala de cirurgia – e manter a calma.

Intubação orotraqueal, bloqueios nervosos periféricos, anestesia peridural, raquianestesia, punções variadas, coleta de líquor: esses são apenas alguns exemplos dos procedimentos que o anestesista precisará realizar rotineiramente, então desenvolver boa destreza é fundamental.

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Cardiologia

A cardiologia possui várias áreas de atuação dentro dela mesma, mas algumas habilidades em comum são necessárias a todas elas.

Boa comunicação e bom relacionamento com os pacientes são fundamentais, uma vez que grande parte das patologias cardiológicas são crônicas. 

O cardiologista verá a maioria de seus pacientes por um longo tempo em um ambiente clínico; logo, desenvolverá um relacionamento de longo prazo com eles.

Excelentes habilidades clínicas também fazem toda a diferença.

Embora hoje contemos com extensa tecnologia para nos ajudar a realizar diagnósticos, um bom cardiologista é capaz de realizar muitos deles apenas com um estetoscópio, um exame físico bem feito e uma anamnese minuciosa.

Dermatologia

O dermatologista é, antes de tudo, um excelente observador. Embora hoje muito da dermatologia seja voltada para a área estética, ela ainda assim exige um profissional com boa capacidade de observação.

Você precisa gostar de clínica. Como na cardiologia, aqui a anamnese e o exame físico também possuem papel fundamental.

Além disso, cada vez mais dermatologistas vêm realizando procedimentos – ou seja, habilidades manuais e destreza somam bastante nesta conta.

Ginecologia e Obstetrícia

A saúde reprodutiva da mulher é o foco da GO. Se você gosta de clínica, de cirurgia, está indeciso entre ambas e gosta desta área de estudo, encontrou a sua especialidade.

A GO é uma especialidade clínica e cirúrgica ao mesmo tempo. Enquanto ginecologista, você acompanhará suas pacientes em ambiente clínico.

Enquanto obstetra, fará o mesmo, mas com um diferencial: a realização de partos, muitos deles cirúrgicos, será parte da sua rotina.

Além das cesarianas, a GO abriga outros diversos procedimentos cirúrgicos. Mas o profissional dessa área deve necessariamente gostar também da prática clínica – pois terá seu consultório e verá suas pacientes com frequência.

Neurologia

Algumas das qualidades essenciais a um neurologista são: boa capacidade analítica, atenção aos detalhes, habilidades semiológicas e disposição para desafios.

A neurologia não é uma especialidade fácil. O cérebro ainda é, de longe, o órgão humano mais complexo e incompreendido pela ciência.

Portanto, o diagnóstico de algumas patologias neurológicas não é nada fácil.

Paciência também entra nessa conta. Dentro da neurologia, muitos tratamentos demoram a apresentar resultados – isso quando apresentam, e não precisam ser trocados.

Oftalmologia

O oftalmologista sempre precisará estar envolvido com novas tecnologias. A saúde ocular é uma das que mais tem se beneficiado com o boom tecnológico deste século.

Praticamente toda a rotina desse profissional, o médico dos olhos, está inserida num contexto cercado por aparelhos de ponta. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento das doenças oftalmológicas envolvem seu uso.

Se você é detalhista, metododizado e diligente, pode ser que o oftalmo seja uma especialidade que lhe desperte o interesse.

Ortopedia e Traumatologia

A velha piada que diz que “ortopedista não é médico” é só isso, mesmo: uma piada. O ortopedista, além de precisar carregar uma grande bagagem teórica, também requer habilidades práticas que poucas especialidades requerem.

Este profissional precisa ter excelente coordenação motora e uma mente “biomecânica”: compreender o básico a respeito da aplicação de tração, do uso de instrumentos variados nas cirurgias ortopédicas e das funções mecânicas complexas do corpo humano.

Além disso, muitos pacientes ortopédicos terão dor. Logo, ser um bom ouvinte e comunicador é importante – bem como saber manejar o tratamento desses pacientes.

Pediatria

pediatria teste vocacional

Como citado na área de cardiologia, a pediatria também é uma das áreas que possui diversas outras dentro dela mesma. Mas algumas habilidades são necessárias a todas elas.

Em primeiro lugar, gostar e saber lidar com crianças é o mínimo. 

Nem sempre o pediatra conseguirá coletar uma anamnese de seus pacientes, como faz o clínico que cuida de adultos.

Logo, a capacidade de observação e interpretação de sinais não verbais e sintomas será não apenas importante, mas essencial.

O bom pediatra também precisa inspirar confiança nos pais da criança, muitas vezes mais do que nela mesma.

Deve ser um excelente comunicador, uma pessoa assertiva e, ao mesmo tempo, carinhosa.

Radiologia

O radiologista é muito mais do que o “fotógrafo” da medicina. Ele precisa correlacionar dados clínicos – esses coletados pelo médico do paciente de quem verá as imagens – com os achados radiológicos, ajudando assim na realização de um diagnóstico.

Um radiologista necessariamente deve se interessar pela parte diagnóstica da medicina, embora a radiologia intervencionista também realize tratamentos.

A grande base da especialidade é o diagnóstico através da imagem.

Nem é necessário dizer, então, que o profissional precisará ter bons olhos, ser analítico, detalhista e curioso.

O radiologista tem muito pouco contato direto com pacientes. Se para você essa parte da medicina é imprescindível, talvez a radiologia não seja a sua praia.

Urologia

Habilidades técnicas, raciocínio rápido, capacidade de tomada de decisões sob pressão e bom conhecimento da anatomia.

Essas são habilidades que qualquer cirurgião precisa ter, então, como urologista – um cirurgião especializado no aparelho reprodutor masculino e no aparelho urinário de ambos os gêneros – você precisará ter.

Com campanhas de conscientização que envolvem, por exemplo, o câncer de próstata, o urologista tem se tornado um médico menos “temido” pelos homens de forma geral.

Ainda assim, porém, boas habilidades comunicativas e assertividade são essenciais para tratar uma população ainda conhecida por relegar o autocuidado a segundo plano.

Afinal, qual residência médica devo fazer?

Entenda seus objetivos pessoais e profissionais

Na escolha da especialidade, assim como na da carreira como um todo, realizar um soul searching é necessário.

Além de motivos práticos como estilo de vida e dinheiro, você deve, sim, pensar no tipo de trabalho que te faz feliz. 

Passamos grande parte da nossa vida trabalhando, afinal.

Você acha que vai se sentir realizado nesta especialidade? Qual é o seu objetivo mais profundo? Que tipo de trabalho te traz satisfação pessoal? Responda essas perguntas a si mesmo antes de passar aos passos mais práticos.

Conheça as áreas mais bem remuneradas

Ok, agora chegamos aos passos mais práticos. Dinheiro não pode ser descartado na hora da escolha, pois, apesar de não ser tudo na vida, faz uma grande diferença.

E se você conhecer as áreas mais bem remuneradas e descobrir que alguma delas se encaixa com o seu perfil? Seria unir o útil ao agradável.

Hoje, as 5 áreas mais bem remuneradas na medicina brasileira, segundo levantamento da Catho publicado na Revista Exame são: Cirurgia Plástica, Cirurgia (outras sub especialidades), Ortopedia, Auditoria Médica e Anestesiologia.

Principais áreas com maior potencial

Algumas especialidades médicas andam despontando com grande procura pelos pacientes nos últimos anos.

A demanda por áreas como a Nutrologia, a Dermatologia, a Medicina Esportiva, a Medicina da Família e a Psiquiatria vem crescendo por um número de fatores.

Para citar um deles, fiquemos com o mais recente: a telemedicina.

Ainda quase inexplorada em nosso país, a telemedicina se viu crescer durante a pandemia iniciada em 2020 e não dá sinais de que vai parar tão cedo. Essas áreas, por não serem tão hands on quanto outras, se beneficiam em especial.

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Conclusão

Se você não tem se sentido especialmente motivado a estudar para sua prova de residência, talvez a falta de empolgação com a especialidade escolhida – ou a ser escolhida – possa ser o motivo.

Enquanto você não conseguir visualizar um futuro certo (e, principalmente, um que te faça feliz) será difícil voltar seu foco totalmente a ele.

Por isso, realizar um teste vocacional para sua residência médica é tão importante. Além de te mostrar com mais clareza o que te move, pode ser que o resultado te dê o gás que falta para se jogar de cabeça nos estudos preparatórios.

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