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O que é Residência em Ginecologia e Obstetrícia, áreas de atuação, rotina, habilidades e remuneração

A residência em ginecologia e obstetrícia é uma especialidade muito disputada, assim como a Clínica Médica. É tanto que está entre as cinco mais concorridas do Brasil, de acordo com o demografia Brasil 2020.

Ao longo dos 3 anos de especialização o médico formado põe em prática a maioria das coisas que aprendeu na faculdade, já que essa é uma das áreas básicas da medicina.

No início o trabalho é bem repetitivo e braçal, mas com a experiência adquirida ao longo da residência a responsabilidade aumenta, preparando o residente para o mercado de trabalho.

Neste texto te contaremos todos os detalhes sobre esta residência (áreas de atuação, rotina, salário).

E, também, falaremos sobre o mercado de trabalho e quais as habilidades necessárias para um ginecologista obstetra (GO).

O que é a residência em Ginecologia e Obstetrícia?

O que é a residência em Ginecologia e Obstetrícia?

A residência em Ginecologia e Obstetrícia é o período de especialização do médico ginecologista obstetra. Para receber o título, é preciso concluir a residência.

Sendo ela de acesso direto e com duração de três anos. Existem subespecialidades para essa área (medicina fetal, mastologia, sexologia), então há possibilidade para anos adicionais.

Como funciona a Residência em Ginecologia e Obstetrícia?

Durante o período de especialização o residente vai ser preparado para trabalhar como GO, logo, a residência obedece às características da profissão.

A Ginecologia trata as mais diversas patologias que atingem o sistema reprodutor feminino, assim como, trabalha com a saúde da mulher da infância à terceira idade.

Já a parte da obstetrícia está relacionada com a reprodução humana, com o acompanhamento da mulher da gestação ao puerpério. Ela engloba os aspectos fisiológicos e patológicos dessas fases.

Então ele precisa ter conhecimento sobre anatomia, embriologia e psicologia, por exemplo, para poder lidar com as gestantes e com as diversas afecções que acometem as mulheres.

O residente em Ginecologia e Obstetrícia põe em prática quase tudo aquilo que aprendeu durante a faculdade.

Não apenas sendo treinado para promover a saúde, como também para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas à mulher.

Por causa disso, esta é uma área que exige muita delicadeza e intimidade com as pacientes.

Então é preciso estabelecer uma relação de confiança, já que os profissionais estão com elas nos momentos mais importantes.

Além do mais, como o GO pode prestar serviço em todos os níveis de atendimento, o residente passa, pelo atendimento ambulatorial, hospitalar, clínico, cirúrgico e laboratorial.

Qual é a rotina de um residente em Ginecologia e Obstetrícia?

Qual é a rotina de um residente em Ginecologia e Obstetrícia?

Inicialmente, a especialização é repetitiva e braçal. No entanto, ao longo dos anos, quando o residente for adquirindo experiência, a responsabilidade aumenta, de modo a prepará-lo para o mercado de trabalho.

Com isso, o residente atua na maternidade, unidades básicas de saúde e enfermarias. E ainda, no centro cirúrgico, hospital geral e no Centro Obstétrico.

Primeiro ano

De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro ano da residência médica em Ginecologia e Obstetrícia é voltado para a formação obstétrica.

Então o residente deve passar, dentre outros, pelo pronto-atendimento obstétrico, pré-natal de baixo risco e pelo centro cirúrgico. Além da enfermaria, neonatologia e do ambulatório geral de Ginecologia.

O R1 também deve iniciar a sua atividade em ultrassonografia e ginecologia.

Segundo ano

O segundo ano possui uma carga horária maior voltada para a área de Ginecologia.

Dessa maneira, o médico roda pelo pronto-atendimento ginecológico e pelos ambulatórios especializados como: uroginecologia, ginecologia de adolescentes e patologia do trato genital superior.

O R2 ainda atua no pré-natal obstétrico de alto risco e de adolescentes, e no Centro Obstétrico.

Bem como, conforme a recomendação da pasta, deve iniciar a sua formação em Oncologia Ginecológica e continuar se aperfeiçoando na ultrassonografia.

Terceiro ano

No último ano da residência médica em Ginecologia e Obstetrícia o médico continua a sua formação em ultrassonografia, em gravidez de alto risco e no Centro Obstétrico.

Mas também roda nos ambulatórios especializados de Obstetrícia, nos ambulatórios de mastologia e de oncologia pélvica.

O R3 também passa pelo treinamento no atendimento a pacientes graves e aprende sobre a endoscopia ginecológica.

Nos três anos de formação, os residentes contam também com atividades teórico-pedagógicas complementares. Mas elas têm um espaço na grade curricular bem menor do que as atividades práticas, equivalente a 10-20% da carga horária de 60 horas semanais.

Quais as áreas de atuação para um Ginecologista?

O GO pode atuar em áreas como ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia, endoscopia ginecológica, mastologia, reprodução humana, densitometria óssea, medicina fetal e sexologia.

Vale salientar que, a subespecialização em densitometria óssea é importante para diagnosticar algumas afecções antes que o feto alcance a maturidade. No entanto, ela não é exclusiva do ginecologista obstetra.

Ademais, também é possível atuar na endocrinologia ginecológica, patologia do trato genital inferior, uroginecologia e na oncoginecologia.

Como é o mercado de trabalho para o ginecologista obstetra?

O mercado de trabalho é disputado por muitos profissionais. De acordo com o Demografia Brasil 2020, o número de especialistas em Ginecologia e Obstetrícia chega a 33.309.

Como você já deve ter percebido até aqui, esta área permite trabalhar em diversas frentes, por isso, é considerada uma das especialidades mais completas.

O ginecologista obstetra trabalha em maternidades e hospitais públicos ou privados.

Uma outra opção é o atendimento em consultório particular, mas devido ao alto custo, inicialmente, muitos especialistas atendem em clínicas de outros colegas.

O GO pode optar pelo atendimento pré-natal e por realizar partos, por exemplo. Contudo, quem escolhe essas áreas não tem uma rotina bem definida, o horário de trabalho é mais imprevisível.

Além disso, também é possível atuar no ambulatório de ginecologia e realizando exames complementares em laboratórios. Se você gosta de rotina, esse é o lugar certo, pois os horários de trabalho são bem definidos.

Os plantões também são comuns para esses médicos e podem chegar até 36 horas seguidas. Quem escolher trabalhar em regime de plantão exerce suas atividades profissionais apenas durante aquele período de trabalho.

Sendo assim, é possível se organizar e manter uma rotina. Mas o profissional deve sempre estar preparado para as urgências.

Uma coisa é certa, a demanda pelo profissional nunca vai deixar de existir, haja visto o útero ser o único meio pelo qual é possível gerar uma vida.

O aumento da expectativa de vida, mais expressivo entre as mulheres, também contribui para essa constância na demanda.

Qual a remuneração de um ginecologista?

O salário é bastante atraente. Dessa maneira, de acordo com o site guia da carreira, a faixa salarial média do médico Ginecologista e Obstetra fica em R$ 6.204,00.

Para mais, a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) determinou em 2019 que o piso salarial por 20h semanais fosse de R$ 15.274,34. Sendo esse um valor base para todas as especialidades médicas, permitindo que seja negociável.

A remuneração do GO muda conforme a função escolhida, o regime de contratação e a região do país.

No norte do país, por exemplo, existe uma carência desses profissionais, que se concentram na região sudeste. Onde atuam mais de 50% dos especialistas formados.

Quais as principais habilidades necessárias para um residente em Ginecologia e Obstetrícia?

Além de saber trabalhar em equipe, o ginecologista obstetra precisa gostar de conversas e de ter contato com as pessoas.

Ele também precisa saber conduzir uma conversa e estar atento, se envolver com a história das pacientes. Estabelecer uma relação de confiança com elas.

Isso porque, o profissional atende questões relacionadas com a intimidade das mulheres, então tratá-las com carinho e respeito é fundamental!

Resumindo, saber escutar é imprescindível para o GO, já que muitas vezes as pacientes necessitam também de atenção psicológica.

Por isso, ter noções de psicologia para orientá-las pode fazer toda a diferença no atendimento.

Devido ao avanço tecnológico, que pode resultar em novas técnicas de fertilização ou em novos tratamentos, por exemplo, o GO precisa ter a capacidade de se reinventar.

Não só é indispensável que ele se mantenha atualizado, como também que esteja capacitado para desfrutar do mundo novo que se apresenta.

Dúvidas frequentes (Guia rápido)

Quantos anos tem a residência em Ginecologia e Obstetrícia?

A residência em Ginecologia e Obstetrícia dura 3 anos.

Quanto ganha um residente em Obstetrícia?

O residente em obstetrícia ganha, em média, 3 mil reais.

Como se tornar um ginecologista obstetra?

Primeiramente é preciso ser aprovado na prova de residência médica com acesso direto. E, posteriormente, com a conclusão da especialização, você recebe o título de ginecologista e obstetra.

Quanto ganha um obstetra por mês?

O piso salarial de um obstetra é de aproximadamente 16 mil reais.

Quanto custa o plantão de ginecologista obstetra?

Plantão de 12h como Ginecologista paga de 1 mil a 4 mil reais.

Conclusão

A residência em ginecologia e obstetrícia é uma das áreas com mais queixas e processos contra médicos por conta de má conduta. Então, ao fazer a sua escolha pela residência médica, fique bem atento às suas habilidades.

Saiba que os três anos de especialização, com possibilidades de anos adicionais, te preparam para a vida profissional, e com ela vem muitas responsabilidades.

O mercado de trabalho é muito abrangente, então você pode ter uma atuação cirúrgica, ambulatorial ou hospitalar, seja na rede pública ou privada.

Você pode também montar um consultório próprio ou trabalhar em consultórios de outros profissionais. Também é possível dá plantões.

Como a sua carreira será conduzida é uma escolha sua, mas tenha ciência que o ginecologista obstetra deve levar em conta a atenção e o carinho no atendimento às mulheres.

Essas são habilidades imprescindíveis para que o atendimento seja de qualidade e para que o profissional seja bem-sucedido na carreira.

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