Carreira

Entenda Como Funciona Residência em Cardiologia, Áreas de Atuação, Rotina e Salário!

Se você está pensando em ingressar na residência de Cardiologia, encontrou o seu guia.

Aqui falaremos a respeito do dia a dia de um residente da área, suas subespecialidades mais importantes, as habilidades necessárias para se tornar um bom cardiologista e, não menos importante, como anda seu mercado de trabalho.

Os cardiologistas compõe quase 5% do total de médicos especialistas – ou seja, com título e RQE registrados – em atividade no Brasil, o que corresponde a cerca de 15.000 profissionais trabalhando na área segundo o Demografia Médica de 2020.

É a especialidade sem acesso direto mais procurada da medicina.

Não é à toa que tantos médicos procuram essa especialidade. Como veremos adiante, a Cardiologia, além de ser uma área intrinsecamente interessante, vem abrindo vários novos ramos nas últimas décadas graças ao avanço da pesquisa científica e da tecnologia.

Como funciona a residência em Cardiologia?

A Cardiologia não é uma área de acesso direto. Ela possui pré-requisito em Clínica Médica. Com duração mínima de dois anos – e contando os dois prévios de Clínica – é uma residência que dura, ao todo, quatro anos.

Raramente, porém, um cardiologista para nesse quarto ano. As subespecialidades, que são muitas, oferecem diversas vantagens acadêmicas e financeiras aos profissionais.

É válido lembrar que alguns serviços menores oferecem a Cardiologia com acesso direto, mas eles têm ficado mais raros e geralmente são preteridos pelos médicos que estão em busca de uma formação mais sólida.

Quais as áreas de atuação da Cardiologia?

Como dissemos, a Cardiologia tem um campo amplo – um dos mais amplos e versáteis dentro da medicina. Um profissional pode trabalhar na saúde pública, ter um consultório particular, atender um ambulatório hospitalar e internar pacientes. Pode escolher ficar em apenas um desses locais ou em vários.

O cardiologista pode trabalhar em uma unidade coronariana realizando procedimentos (como o conhecido cateterismo), na área clínica com atividades preventivas, no pós-operatório de cirurgias cardíacas, com imagem diagnóstica, interpretando Holters e demais exames, entre outros.

Abaixo falaremos sobre os três principais campos de atuação da Cardiologia.

Cardiologia Intervencionista

Um cardiologista intervencionista passará por 12 anos de formação se somarmos o tempo da faculdade e o da residência. São 6 de faculdade, 2 de Clínica Médica (pré-requisito), 2 de Cardiologia e 2 de Intervencionismo.

Ele atuará realizando procedimentos durante a maior parte do tempo, como o nome já indica.

A CI trata doenças cardiovasculares por meio de cateterismo, ou seja, uma via menos invasiva que a cirurgia cardíaca padrão. Além do cateterismo, o médico também conhecerá técnicas como a estimulação cardíaca e a eletrofisiologia invasiva.

Cardiologia Diagnóstica

Um cardiologista que decidir atuar na área de diagnóstico provavelmente – a depender da sub que ele escolher, já que dentro desta área temos várias – terá quase o mesmo tempo de formação que um intervencionista ou apenas um ano a menos.

Ele focará na realização e interpretação de exames como a ecocardiografia, o Holter, a tomografia, a ressonância magnética, a cintilografia, o MAPA, o teste ergométrico, entre outros. Poderá também enveredar pela área da medicina nuclear.

Cardiologia Clínica

Dos três grandes braços da Cardiologia, esse é o mais abrangente. Um cardiologista clínico é o que terá pacientes em consultas regulares – o mais “tradicional”.

Dentro desta área, ele pode escolher se especializar em doenças mais comuns, como hipertensão arterial, dislipidemias e coronariopatias. Pode, também, escolher áreas de maior complexidade, como a de transplantes ou o cardiointensivismo.

O que todas elas têm em comum é uma mais abrangente e duradoura relação médico-paciente. Se para você o contato com o paciente é imprescindível, essa sub é uma boa opção.

Qual é a rotina do residente de Cardiologia?

Qual a rotina de um residente em cardiologia

O residente de cardiologia terá sua carga horária dividida entre ambulatório, consultas, cardiologia diagnóstica, unidades coronarianas e visitas rotativas a pacientes em pós-operatório de cirurgias cardíacas.

Esses ambientes se alternarão entre regimes de plantão e ambulatorial; os plantões podendo ser diurnos ou noturnos.

Como dito anteriormente, a formação do cardiologista é muito ampla; logo, a atuação do residente em cardiologia também precisa ser.

Por isso ele estará presente em UTIs, Prontos-Socorros, unidades cardiológicas de internação, na Clínica Médica e em unidades de exames complementares.

Como é o mercado de trabalho na Cardiologia?

As doenças cardiovasculares são as maiores responsáveis por mortes não só no país, mas em todo o mundo. Isso significa que a demanda por cardiologistas está muito longe de um eventual declínio.

Pelo contrário: com a ampliação do número de áreas em que se pode atuar, ela só aumenta. Um cardiologista, no passado, costumava atuar apenas na clínica.

Hoje ele pode se subespecializar em diversas áreas – algumas mais clínicas, outras mais intervencionistas; algumas mais gerais, outras mais específicas.

De acordo com o site Salário, um médico cardiologista ganha em média R$ 6.004,86 por uma jornada de 23 horas semanais.

Esse valor varia muito de acordo com a subespecialidade do cardiologista, sua carga horária, o número de locais em que ele trabalha e sua região de atuação.

Quanto ganha um residente em Cardiologia?

Um residente de Cardiologia ganha o mesmo que todos os outros residentes no Brasil, a bolsa de R$ 3.330,43 mensais ofertada pelo Governo Federal.

Quais as principais habilidades que um residente em Cardiologia deve possuir?

Versatilidade

A cardiologia é uma área de campo muito amplo. Mesmo que você vá se especializar em um dos braços desse campo, precisa conhecer todos tanto para passar pela residência quanto para ser um bom profissional – e isso requer versatilidade da sua parte.

Você será clínico, mas também intervencionista, diagnóstico etc.

Boa comunicação

Todo clínico precisa ter essa habilidade muito afiada. Como cardiologista você é um clínico. Seu trabalho, mesmo que você parta para a área diagnóstica, contém muita relação médico-paciente. Para o bem de seus pacientes em tratamento e o seu próprio bem – falo aqui da formação de uma clientela – boa comunicação é essencial.

Resiliência

A maior parte dos tratamentos dentro da cardiologia é conservador. Tratar pacientes com doenças cardiovasculares crônicas ainda é um grande desafio.

Você precisará testar remédios novos, encontrar tratamentos eficazes, garantir que seus pacientes seguirão com estes, convencê-los a mudar seus estilos de vida. Sem um pouco de persistência, essa parte pode se tornar muito difícil.

Atenção às minúcias

Aqui me refiro principalmente à área diagnóstica. Diagnosticar uma doença cardiovascular pode ser um desafio – uma leitura equivocada de um eletrocardiograma, por exemplo, pode ter consequências muito sérias. 

Com tantas ferramentas diagnósticas em mãos, o cardiologista precisa desenvolver ao máximo sua atenção aos detalhes.

Como se preparar para ingressar em um programa de residência em Cardiologia? 

·  Utilize o método de flashcards;

·  Estabeleça um método de estudo que siga estes 9 passos;

·  Vença a desmotivação no estudo;

·  Conheça bem a prova da residência que você pretende prestar.

Assista à nossa live sobre como organizar seus estudos para se tornar um residente em 2022:

Conclusão

A Cardiologia é uma área interessantíssima. Ela sempre exercerá certo fascínio em quem, lá no começo da faculdade, se apaixonou pelo beletrismo da fisiologia médica. 

Além disso, é uma das áreas mais essenciais da medicina – você pode conhecer pessoas que nunca precisarão de um cirurgião plástico, por exemplo, mas é difícil conhecer alguém que nunca precisará dos serviços de um cardiologista.

Com o aumento da prevalência das doenças cardiovasculares na população em geral – por fatores que vão desde má alimentação até sedentarismo – a Cardiologia é uma especialidade fundamental.

O lado ruim, porém, é que a maioria dos pacientes cardiológicos se tornarão pacientes crônicos, e suas patologias nem sempre terão desfechos felizes. Independente disso, ter um bom cardiologista ao seu lado fará toda a diferença.

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