Estudo

Como é a prova de residência e como se preparar para 2022?

A prova de residência médica pode ser considerada a prova mais difícil que um médico fará em sua carreira.

Isso se dá por alguns motivos: o primeiro e mais importante é a concorrência. No Brasil, temos mais vagas nas faculdades de medicina – que já são bastante concorridas por si só – do que na residência médica.

De acordo com a Demografia Médica 2020, em janeiro de 2020 o Brasil contava com 478.010 médicos ativos. Desses, apenas 293.064 possuíam especialização (61,3%).

Isso significa que muitos médicos formados obrigatoriamente ficarão de fora dessa etapa tão importante em sua formação.

Outro motivo é o conteúdo da prova em si. A prova de residência tenta englobar o que o curso de medicina ensinou ao longo de 6 anos, ou seja, é uma prova difícil e de conteúdo muito extenso.

Além da etapa teórica, ela conta com uma etapa prática na maior parte das instituições. A prova prática envolve bastante pressão psicológica para o médico, pois ele está sendo examinado o tempo todo e ao vivo.

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O que é a prova de residência médica?

A prova de residência médica é a etapa que separa o médico generalista de sua especialização em um programa de residência, a forma de especialização de maior qualidade para um médico.

É a prova que você, após se formar na faculdade de medicina, realizará para começar a se especializar na sua área de escolha, em sua instituição de escolha.

Quais as etapas da prova de residência médica?

O número de etapas de uma prova pode variar de instituição para instituição. O mais comum é que haja 3 etapas.

Mas algumas instituições não contam com prova prática, por exemplo. Outras não contam com a entrevista. Já a primeira – e mais importante – etapa aparece em todas.

1ª Fase

Conforme citado acima, essa é a fase mais longa, difícil e importante da prova.

Ela conta com questões de múltipla escolha – o número de questões varia, mas gira em torno de 100 – a respeito das cinco grandes áreas da medicina: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina Preventiva.

Algumas instituições também empregam questões dissertativas. É o caso da USP, por exemplo (embora na prova de 2021 ela tenha feito diferente).

Mas a grande maioria se atém ao modelo múltipla escolha ABCDE.

O candidato deve resolver essa prova em um número de horas pré-determinado, que dependerá do número de questões cobradas.

Tem peso de 50% ou mais na nota final, dependendo do número de fases presentes na prova da instituição.

2ª Fase

A segunda fase é o que conhecemos por prova prática.

A prova prática oferecerá geralmente 5 estações práticas sucessivas com casos clínicos, ou seja, situações de vida real ao candidato.

Muitas instituições contratam atores para se passarem por pacientes que apresentam um conjunto de sinais e sintomas.

O candidato deverá utilizar o que tem em mãos para realizar um diagnóstico e/ou tratamento, tudo enquanto é avaliado em tempo real pelos aplicadores da prova.

O tempo também é cronometrado.

Costuma ter peso de 40% na nota final.

3ª Fase

A terceira fase consiste numa entrevista e avaliação de currículo do candidato. É a fase com menor peso na nota final – cerca de 10% – mas, mesmo assim, pode ser o diferencial entre ser aprovado ou não.

Falaremos mais sobre como ter um bom currículo e realizar uma boa entrevista nos tópicos a seguir.

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Concorrência da prova

Como conversamos na introdução, a concorrência da prova de residência costuma ser muito alta, afinal, não temos tantas vagas quanto médicos formados.

Só para dar um exemplo: a FMUSP, uma das faculdades de medicina (e, por consequência, residências) mais almejadas do país, teve 125 candidatos para a residência em Cirurgia Geral em 2021, que possui só 3 vagas. A relação candidato/vaga, nesse caso, foi de 41,67.

Valor da prova

O preço das inscrições para as provas de residência costuma ser alto. Em alguns casos, pode exceder os R$ 1.000 reais.

Considerando que o recém-formado pode ter acabado de começar a trabalhar ou nem mesmo ter começado, um valor desses não é brincadeira.

Portanto, a maior parte dos candidatos não pode sair fazendo inscrições a torto e a direito em todas as instituições, tendo que escolher as preferidas e/ou as que têm mais chances de ser aprovado.

Rotina de estudos

A rotina de estudos pode ser muito pesada mesmo pra quem se dedica exclusivamente a ela. Pra piorar, esse não é o caso da maioria dos candidatos.

Alguns ainda estão terminando a faculdade, ou seja, tendo que lidar com provas e atividades curriculares enquanto estudam para a residência; outros já estão trabalhando e precisam encaixar essa rotina dentro de uma outra, a dos plantões.

8 recomendações para se preparar para a prova de residência médica 

Resolva questões

Resolva questões de provas anteriores desde o começo. Não espere estudar todo o conteúdo teórico para começar a pegar questões – fazer ambos ao mesmo tempo é mais eficiente e te ajuda a encontrar suas fraquezas.

Escolha bem as bancas

Foque nas bancas das instituições cujas provas você prestará. É comum a repetição de questões de anos anteriores, às vezes com pequenas modificações. Muitas instituições cobram sempre os mesmos tema.

Atenção aos prazos

Selecione os editais das instituições onde você quer fazer residência com antecedência. Perder um prazo pode ser uma das maiores frustrações de qualquer candidato em um concurso.

Crie metas

Estabeleça metas de estudo. Quanto mais curtas, melhor: metas longas podem se tornar inatingíveis e acabar gerando apatia quando não alcançadas.

Resolva questões fáceis primeiro

Durante a prova, comece pelas questões fáceis. É um erro comum começar pelas mais difíceis e, quando chegar nas que você acertaria com facilidade, acabar errando graças à falta de concentração causada pelo cansaço.

Monte um bom currículo

Se você é recém-formado e quer ter um currículo apresentável, não se esqueça de adicionar experiências como iniciação científica, estágios extracurriculares, presença em congressos e eventos médicos em geral, certificações em habilidades especiais (cursos como o ACLS, o ATLS e o PALS).

Destaque sua experiência em campo

Se você já tem experiência em campo, destaque suas experiências relacionadas à área pretendida, além do currículo acadêmico. Acrescentar outras proficiências também vale – como em uma língua estrangeira, por exemplo.

Mantenha a calma

Cuide do seu emocional. A prova de residência vem com uma pressão imensa. Nessas horas, o nervosismo pode ser não só prejudicial, mas a causa de uma eventual reprovação.

Dúvidas frequentes sobre a prova de residência

Quantas questões tem uma prova de residência?

Uma prova de residência costuma ter, por padrão, 100 questões. Como cobre 5 grandes áreas, cada uma dessas áreas compreende 20 delas. 

Esse número, porém, pode variar. Muitas instituições constroem provas com 120 questões.

O que cai na prova de residência?

Caem na prova de residência as 5 grandes áreas da medicina: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina Preventiva.

Quando ocorrem as provas de residência?

As provas costumam ocorrer entre o fim de um ano e o começo do seguinte ao longo de suas três fases. 

Novembro, dezembro e janeiro são os meses que compreendem quase todas.

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Conclusão

O caminho até a residência médica é tortuoso, complicado, cheio de obstáculos. Muitos médicos se deixam abater após um ou mais anos de reprovação.

Não deixe que isso aconteça com você. Uma reprovação não significa que você é incapaz, apenas que não se preparou o suficiente, deixou o nervosismo tomar conta ou até mesmo não teve sorte.

Você já chegou longe e, com a ajuda de um bom curso, uma boa equipe de professores e uma metodologia afiada, pode ser aprovado na residência dos seus sonhos. 

Da sua parte: foco, estudo e saúde emocional. E vamos embora rumo à aprovação em 2022.

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