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Residência Médica: Como funciona e mais procuradas para 2022

Residência médica é o período a que corresponde à especialização do médico em uma área de atuação após a faculdade; ou seja, é uma modalidade específica de pós-graduação destinada a médicos. 

Em termos gerais a residência é uma pós-graduação como qualquer outra, mas, ao mesmo tempo, não é.

Principalmente graças a um detalhe importante: o número de horas nela compreendidas. 

Como seu nome já diz, a residência médica praticamente requer que o médico resida no hospital.

A carga horária varia entre as especializações, mas o mais comum é que vá de 60 até a 80-90 horas por semana no hospital. 

Algumas especialidades, como por exemplo a cirurgia geral e a ortopedia, podem ultrapassar essa carga na prática – mesmo que em teoria não devessem.

A residência médica, quando cumprida integralmente e credenciada pela CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica – apenas os programas credenciados por este órgão nacional, criado e regulamentado pelo MEC, possuem o título oficial de “residência médica”), confere ao médico residente o título de especialista em sua área de escolha. 

Há outras modalidades de especialização dentro da medicina mas, em todo o mundo, a residência é tida como a modalidade padrão-ouro.

No Brasil, em 2019 (data do último levantamento), 53.776 médicos cursavam a residência médica, se dividindo entre os 4.862 programas oferecidos pelas 809 instituições credenciadas pela CNRM.

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Qual a importância de fazer a residência médica?

Como já dito, a residência é tida como a modalidade padrão-ouro de especialização para o médico.

Um profissional que se especializou através dela possui o elemento mais importante para o médico de todas as áreas: prática. 

Os anos completamente dedicados, imersos dentro de uma área, refletem em suas habilidades e, por consequência, em seu capital profissional.

Um médico especialista, além de ser mais qualificado e poder escolher como e com o quê quer trabalhar, na grande maioria dos casos possui melhores salários e melhores horários de trabalho do que um médico generalista.

Como é a prova de residência médica?

 Na maioria das instituições, a prova é constituída por três fases: 

Primeira Fase

A primeira é a teórica. Esta é a parte da prova que possui maior peso na nota final. É constituída por questões objetivas, abrangendo as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina preventiva e social (nos referimos a esta apenas como “epidemiologia” no passado). 

Esta fase é a que exige maior preparação, pois você estará respondendo perguntas a respeito de uma miríade de assuntos. 

Assista aulas, leia livros e, principalmente, resolva provas anteriores dos lugares onde você almeja ser aprovado.

O coach para residência médica da EMR  está aqui para te ajudar com isso.

Segunda Fase

A segunda é prática. Nem todas as instituições que oferecem residência médica exigem prova prática, mas, normalmente, as mais concorridas sim. Você será confrontado com um (ou mais) caso(s) clínico(s) e avaliado pelos examinadores durante sua resolução. Manter a calma e ser claro em suas explicações é imprescindível.

Terceira Fase

A terceira é a entrevista e análise de currículo. Uma banca examinadora avaliará suas atividades acadêmicas e profissionais, tais como publicação de artigos científicos, experiência em campo, estágios extracurriculares etc. 

Durante a entrevista você poderá ser questionado a respeito de seus interesses, ambições e motivação.

É a parte mais subjetiva da prova. Assertividade e boa comunicação são boas aliadas, além de, claro, um bom currículo.

Quais as especialidades mais procuradas para 2022?

Normalmente, as especialidades mais procuradas para o R1 contêm as grandes áreas todos os anos: clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia e cirurgia geral (a única que fica de fora é a medicina preventiva e social). 

As áreas de acesso direto – ou seja, que não tem como pré-requisito residência em uma das grandes citadas acima – mais procuradas são anestesiologia, ortopedia, medicina da família, psiquiatria, radiologia e oftalmologia. 

Abaixo, confira uma tabela publicada pelo CFM em conjunto com o CREMESP em 2018 listando a relação de especialidades:

Programa de RM - especialidade R1 R2 R3 R4 R5 R6 Total %
Clínica Médica 2.637 1.810 19 4.466 12,7
Pediatria 1.730 1.198 351 167 2 3.448 9,8
Ginecologia e Obstetrícia 1.237 922 833 26 3.018 8,6
Cirurgia Geral 1.677 1.210 8 2.895 8,2
Anestesiologia 1.000 834 745 2.579 7,3
Ortopedia e Traumatologia 998 668 618 8 2.292 6,5
Medicina de Família e Comunidade 1.043 508 3 1.554 4,4
Psiquiatria 626 404 362 56 1.448 4,1
Radiologia e Diagnóstico por Imagem 497 405 381 7 1.290 3,7
Oftalmologia 468 359 335 11 1.173 3,3
Cardiologia 502 435 76 60 1.073 3
Neurologia 306 210 233 68 8 1 826 2,3
Cancerologia 339 282 202 823 2,3
Dermatologia 286 193 168 647 1,8
Otorrinolaringologia 256 181 151 588 1,7
Neurocirurgia 146 118 107 94 73 538 1,5
Medicina Intensiva 171 138 132 83 5 529 1,5
Urologia 233 167 112 9 521 1,5
Infectologia 171 145 148 25 489 1,4
Cirurgia Plástica 190 138 107 4 439 1,2
Endocrinologia e Metabologia 190 122 53 30 395 1,1
Nefrologia 152 145 21 13 331 0,9
Gastroenterologia 136 113 40 28 317 0,9
Cirurgia Vascular 188 125 1 314 0,9
NI (não informado) 5 170 97 272 0,8
Patologia 120 69 77 3 269 0,8
Hematologia e Hemoterapia 108 75 36 16 235 0,7
Cirurgia do Aparelho Digestivo 116 83 4 203 0,6
Geriatria 104 87 9 200 0,6
Reumatologia 94 81 15 7 197 0,6
Mastologia 105 82 187 0,5
Pneumologia 54 63 41 16 174 0,5
Radioterapia 70 44 44 158 0,4
Cirurgia Pediátrica 59 44 34 137 0,4
Cirurgia Cardiovascular 32 24 49 15 120 0,3
Endoscopia 42 42 34 118 0,3
Alergia e Imunologia 12 9 55 27 103 0,3
Cirurgia da Mão 65 37 1 103 0,3
Coloproctologia 60 42 102 0,3
Medicina Nuclear 35 28 32 2 97 0,3
Cirurgia de Cabeça e Pescoço 39 37 8 3 87 0,2
Medicina Física e Reabilitação 24 21 25 70 0,2
Medicina de Emergência 54 14 68 0,2
Cirurgia Torácica 40 23 1 64 0,2
Medicina Esportiva 14 15 15 44 0,1
Genética Médica 15 15 11 41 0,1
Medicina do Trabalho 15 22 37 0,1
Nutrologia 10 1 7 9 27 0,1
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial 4 8 6 1 19 0,1
Acupuntura 4 13 17 0
Medicina Legal e Perícia Médica 5 2 11 18 0,1
Medicina Preventiva e Social 6 5 11 0
Medicina de Tráfego 5 3 8 0
Homeopatia 4 1 5 0
Angiologia 1 1 0
Total 16.499 11.820 5.876 894 88 1 35.185 100
Scheffer M. et al., Demografia Médica no Brasil 2018. Fonte: jornal.usp.br

Como escolher o melhor curso pré-residência médica em 2022?

Após decidir-se por uma área, avalie cuidadosamente quais instituições oferecem uma boa residência nela. 

Então, escolha qual modalidade de curso pré-residência se encaixa melhor com as suas necessidades como aluno da faculdade de medicina ou médico já formado. 

Dependendo das instituições que escolher, pode ser que haja cursos específicos voltados apenas para elas – focando especialmente em suas provas e usando questões de suas bancas. É o nosso caso.

 Aqui na EMR, oferecemos cursos extensivos para alunos do 5º e do 6º ano de medicina focados nas provas da SES-PE e SURCE

Existe diferença entre eles? Sim. O curso para o quintanista foca em oferecer uma base sólida sobre a metade mais importante dos temas mais cobrados nessas provas. 

Ele também oferece alguns simulados, para que o aluno comece a vivenciar o que virá no curso do 6º ano, onde o treinamento prático é muito mais intenso. 

No  6º ano, nosso foco não é apenas fornecer conteúdo – como fazem os cursos mais tradicionais – mas sim ensinar a estudar.

Nossas aulas são objetivas, bem como o conteúdo das apostilas, e o foco principal é a resolução de provas. Focamos num processo que gera resultados práticos para o aluno.

Dúvidas frequentes sobre a residência médica:

A residência médica é obrigatória?

Não. Conforme conversamos acima, ela é desejável por uma série de fatores, mas o médico pode atuar com uma especialização realizada através de outros meios – ou até mesmo sem especialização.

Quantos anos a residência médica tem no Brasil?

Depende da área. A residência pode variar de um mínimo de 2 anos – duração da clínica médica e da cirurgia geral, por exemplo – até 5 ou mais, caso o médico decida fazer um fellowship, ou seja, uma sub-especialização.

Quanto é o salário de um médico residente?

O residente recebe uma bolsa de R$ 3.330,43 mensais do governo, valor em vigor desde 2016.

Algumas instituições se decidem por aumentar o valor pago como uma forma de incentivo, este é apenas o piso determinado por lei.

Conclusão

A residência médica é um dos melhores investimentos – senão o melhor – que você pode fazer durante a sua carreira como médico. 

Portanto, é de extrema importância que você estude o assunto com muito cuidado: desde qual área escolherá, passando por como e quando pretende se preparar para as provas, até qual instituição escolher, qual delas pode oferecer as melhores ferramentas para que você se torne o profissional que sempre sonhou ser. 

Uma vez decidido, é foco total no estudo. Ser aprovado na residência não é uma tarefa fácil, uma vez que não há vagas suficientes no país para todos os formados – e a cada ano que se passa, a concorrência vem aumentando.

Organize-se, dedique-se e jamais perca o foco no seu propósito.