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Fibromialgia: Etiologia, Diagnóstico e Tratamento
Estudo
•
Publicado em
14/10/22

Fibromialgia: Etiopatogenia, Quadro Clínico e Tratamento

Fibromialgia: Etiopatogenia, Quadro Clínico e Tratamento
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Ellen Kosminsky

Índice

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A fibromialgia (FM) é a causa mais comum de dor musculoesquelética difusa, cuja prevalência é de 5 a 7% nas mulheres brasileiras. Estima-se que representa 5% das consultas de Clínica Médica, e cerca de 30% das consultas na reumatologia.

Ela acomete todas as faixas etárias, tendo pico de incidência entre 35 e 50 anos, e preferência para o sexo feminino (10-15:1). Além disso, a fibromialgia é uma doença de distribuição universal, não havendo diferenças significativas em populações de diferentes etnias ou condições socioeconômicas.

Para que você possa aprender mais sobre essa doença tão prevalente nas consultas médicas, o EMR preparou mais um post para contribuir com a sua formação. Confira!

O que é Fibromialgia?

A fibromialgia é definida como uma síndrome de dor crônica difusa, de causa não inflamatória. Ao exame físico, o paciente apresenta pontos muito dolorosos à palpação em locais anatômicos pré-determinados.

Etiologia

Esquema da provável gênese da fibromialgia. Fonte: Science Direct https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1293296515707607
Esquema da provável gênese da fibromialgia. Fonte: Science Direct 

Há uma predisposição genética para o desenvolvimento da fibromialgia, visto que está associada a traços de personalidade como o perfeccionismo e o detalhismo. Para mais, múltiplas evidências demonstram que é uma desordem do processamento dos estímulos de dor à nível central. Dessa forma, acredita-se que há uma diminuição endógena dos sistemas analgésicos endógenos do paciente.

Assim, indivíduos com FM apresentam somatização temporal da dor, caracterizada por uma maior sensibilidade ao estímulo doloroso em comparação com a população geral. E mais, há também uma hipersensibilidade generalizada para estímulos sensoriais, incluindo o visual, olfativo e auditivo. Havendo uma redução da capacidade de inibir estímulos sensoriais irrelevantes após estímulos repetitivos não dolorosos.

Eles também apresentam alteração dos receptores opióides, com upregulation nas periferias e downregulation dos receptores cerebrais. Para mais, são fatores geradores e moduladores da fibromialgia o estresse emocional, os processos infecciosos - principalmente virais - e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. E ainda, os traumas físicos, como a cervicalgia pós-acidente e as cirurgias de grande porte.

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Sinais e sintomas

Esquema com os principais sintomas da fibromialgia. Fonte: Unifesp https://sp.unifesp.br/santoamaro/noticias/fibromialgia-e-sindrome-da-fadiga-cronica
Esquema com os principais sintomas da fibromialgia. Fonte: Unifesp 

Cerca de 80% dos pacientes com FM apresentam fadiga diurna e sono não-reparador, podendo essas serem as principais queixas durante a consulta. E ainda, a dor generalizada, comumente ocorrendo em 6 locais: cabeça, braços, tórax, abdome, pernas e dorso/espinha.

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Figura representando os pontos dolorosos, descritos por pacientes com FM. Fonte: Sociedade Paranaense de Reumatologia https://reumatologiapr.com.br/o-que-e-fibromialgia/
Figura representando os pontos dolorosos, descritos por pacientes com FM. Fonte: Sociedade Paranaense de Reumatologia 

Para mais, são frases comuns do paciente com FM: “sinto dores no corpo todo” e “sinto como se estivesse sempre resfriado”. Esses comumente queixam-se de dores musculares e nas articulações, podendo relatar “inchaço”. Entretanto, este edema não é evidenciado no exame físico.

Os pacientes podem queixar-se também de rigidez matinal e cansaço, mesmo após 8 a 10 horas de sono. E mais, o indivíduo com FM comumente tem sono leve, acordando frequentemente durante o sono e muito cedo pela manhã. Além disso, relatam dificuldades de retornar para o sono.

Os distúrbios cognitivos, doenças psiquiátricas (30 a 50% dos pacientes apresentam ansiedade e/ou depressão) e a cefaleia tensional (50%) e enxaqueca são frequentes nesses pacientes. Assim como a presença de tonturas vertiginosas ou não, precordialgias atípicas, síndrome do intestino irritável e síndrome da uretra feminina.

Para mais, sintomas autonômicos são frequentes nesses pacientes: hipotensão ortostática, taquicardia, xeroftalmia e fenômeno de Raynaud. E ainda, a perda da acuidade auditiva é 5 vezes mais comum nesse público do que na população geral.

Diagnóstico

Para que o diagnóstico de fibromialgia seja estabelecido, esses sintomas compatíveis com a síndrome devem estar presentes por pelo menos 3 meses, não sendo explicados por nenhuma outra condição médica. Além disso, a FM não apresenta achados anormais em exames laboratoriais ou de imagem. Assim, o diagnóstico se dá através de achados clínicos compatíveis. 

Entretanto, recomenda-se a solicitação de hemograma completo e provas inflamatórias como velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína-C reativa (PCR), a fim de descartar causas inflamatórias.

Diagnóstico diferencial

Muitas condições podem simular ou exacerbar os sintomas da fibromialgia. Tais como a artrite crônica, distúrbios do sono e fadiga em pacientes com depressão ou a apneia obstrutiva do sono. Para mais, a rigidez matinal deve ser diferenciada da artrite reumatoide e da polimialgia reumática.

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Tratamento

Tratamento não farmacológico

As primeiras medidas do tratamento são a educação acerca da doença, bem como a higiene do sono. Além disso, a terapia cognitivo comportamental, ou outras terapias que visem a redução do estresse devem fazer parte do tratamento. 

Deve-se indicar um programa de atividades físicas que contenha exercícios aeróbicos de baixo impacto e alongamento, visto que o sedentarismo é um importante fator de risco para o desenvolvimento da fibromialgia. Entretanto, é fundamental informar ao paciente que, logo no início é possível que os sintomas de mialgia aumentem, mas que são temporários e tendem a regredir.

Tratamento Farmacológico

A terapia farmacológica é indicada para alívio dos sintomas não reduzidos com a terapia não farmacológica. Assim, recomenda-se para a maioria dos pacientes iniciar o esquema terapêutico com uma dose baixa de antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, 10mg), uma a duas horas antes de dormir. 

Alternativamente, aqueles com sintomas leves a moderados, recomenda-se o uso da ciclobenzaprina, 5 a 10mg antes de dormir. Para mais, em indivíduos com sintomas de fadiga e depressão severos, indica-se o uso de inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina.

Ou ainda, para pacientes com distúrbio do sono severo, pode-se iniciar a terapia com anticonvulsivantes como a pregabalina e gabapentina.

Conclusão

A fibromialgia é uma condição crônica muito prevalente na sociedade, e pode causar diversos prejuízos na vida do paciente. Portanto, conhecer os principais sintomas da doença é fundamental para a suspeita diagnóstica. Além disso, o reconhecimento dos principais medicamentos utilizados para tratar essa doença é imprescindível.

Leia mais:

  • Tendinite: entenda o que é, diagnóstico e tratamento
  • Você sabe diagnosticar e tratar a artrite séptica?
  • Litíase Biliar: o que é, estágios e tratamento 

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FONTES:

  • GOLDENBERG, D. L. Clinical manifestations and diagnosis of fibromyalgia in adults. UpToDate. 2022. 
  • GOLDENBERG, D. L. Initial treatment of fibromyalgia in adults. UpToDate. 2022. 
  • GOLDENBERG, D. L. Pathogenesis of fibromyalgia. UpToDate. 2022
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