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Catapora: Definição, características e tratamento
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Publicado em
7/10/22

Varicela: o que é, quais os sintomas e como tratar

Varicela: o que é, quais os sintomas e como tratar
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Beatriz Lages Zolin

Índice

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A varicela, mais conhecida como catapora, é uma doença viral muito comum em crianças e sua característica principal é a presença de lesões polimórficas na pele. Em crianças tende a ser branda, ou seja, com quadro clínico leve e autolimitado, mas em adolescentes e adultos pode haver mais agravos, com maior risco de hospitalização e óbito.

Estima-se que há cerca de 3 milhões de casos/ano e os casos graves (com necessidade de hospitalização ou evolução para óbito) devem ter notificação compulsória. A vacina disponível no SUS possui ótima eficácia e reduz bastante o número de internações.

Definição

A varicela é uma doença exantemática altamente contagiosa, causada pelo vírus varicela zoster (VZV), também chamado de herpes vírus humano tipo 3 (HHV-3). Também é causador da doença herpes-zoster (o famoso “cobreiro”), que pode surgir pela reativação do VZV latente após uma infecção primária de catapora.

Sua infecção confere ao indivíduo uma imunidade permanente, ou seja, uma vez tendo a doença pela primeira vez, não terá mais a manifestação clínica caso seja infectado novamente. Raríssimos são os casos relatados de segundo episódio, e todos ocorreram em indivíduos não vacinados. 

É transmitida através de contato direto com um doente, por contato com secreções respiratórias (gotículas e aerossóis) ou por meio de fômites (objetos contaminados com secreções de mucosas ou lesões vesiculares). Há dados que afirmam que durante a gestação, a imunidade de uma mãe que já teve varicela, é transferida “parcialmente” de forma passiva para o feto, protegendo-o até 4 a 6 meses da vida extrauterina.

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Manifestação Clínica

Como já citado anteriormente, a maioria dos casos ocorre em crianças, que apresentam quadro benigno e autolimitado. Há um período de pródromo e um período de exantema. O período de incubação dura de 10 a 21 dias após o contato com o agente etiológico, podendo ser mais curto em imunodeprimidos e mais longo em vacinados. O indivíduo é considerado transmissor da doença a partir de 1 a 2 dias antes do aparecimento do exantema até que ocorra a cicatrização de todas as lesões (formação de crostas).

No pródromo pode haver febre baixa, cefaléia, faringite, falta de apetite e fadiga, com duração de algumas horas até 3 dias. O exantema surge em até 24h após os sintomas prodrômicos, com máculas, que logo evoluem para pápulas, vesículas, pústulas e, por fim, crostas. A maioria dos pacientes chega a esse estágio final em 6 dias e as crostas “caem” em até 2 semanas, deixando a área sobrejacente hipocrômica temporariamente.

Importante lembrar que essas lesões são pruriginosas e o indivíduo as apresenta em estágios de desenvolvimento diferentes, por conta do padrão de aparecimento centrífugo (primeiro na face e tronco), caracterizando o polimorfismo das lesões.

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lesões polimórficas da catapora. Fonte: Drª. Keilla Freitas https://www.drakeillafreitas.com.br/catapora-saiba-mais/
Lesões polimórficas da catapora. Fonte: Drª. Keilla Freitas

A infecção nos adultos é rara, porém de maior risco e isso acontece porque o sistema imune está totalmente desenvolvido e gera uma maior resposta inflamatória à presença do vírus, o que pode levar a complicações.

‍Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, apenas com a presença dos achados característicos, não necessitando de exames laboratoriais para confirmar a infecção por varicela. Uma exceção são os casos graves em que deve-se considerar diagnósticos diferenciais.

O padrão-ouro para diagnosticar a varicela é o PCR (reação em cadeia da polimerase), com coleta de secreções vesiculares, mas os testes mais utilizados são os de ensaio imunoenzimático (EIE), aglutinação pelo látex e imunofluorescência indireta (IFI). Possíveis diagnósticos diferenciais são dermatite herpetiforme, erupção variceliforme de Kaposi, riquetsioses, varíola, impetigo, coxsackioses, entre outras.

Complicações

Existem inúmeras complicações da varicela, mas a principal em crianças e adolescentes é infecção de pele bacteriana secundária e em adultos é a pneumonia, que muitas vezes pode ser fatal. Apesar de a vacinação (a partir de 1995 nos EUA) ter diminuído drasticamente a quantidade de pessoas com varicela grave, complicações ainda podem surgir.

Lesões de pele e de tecidos moles 

Costumam ser causadas pelo S. pyogenes, podem se manifestar com celulite, miosite e fascite necrosante.

Síndrome de Reye

Muito associada a crianças e adolescentes que fazem uso de aspirina (AAS) durante a infecção pelo VZV. A síndrome é caracterizada por comprometimento hepático e cerebral (edema), com vômitos, irritabilidade e diminuição progressiva do nível de consciência.

Pneumonia

É incomum em crianças imunocompetentes, no entanto, a pneumonia é a principal causa de morbidade e mortalidade em adultos com varicela, apesar de ser pouco frequente desde a introdução vacinal na população. A taxa de mortalidade chega até 30% e pode aumentar para indivíduos tabagistas, imunodeprimidos, gestantes e lactantes. Geralmente o quadro de pneumonia surge de forma insidiosa entre 1 e 6 dias após o aparecimento do exantema e os sintomas são taquipneia progressiva, tosse seca e hemoptise. Radiografia de tórax mostra infiltrados bilaterais, com componentes nodulares, que podem se calcificar posteriormente.

Hepatite

Geralmente é encontrado em imunossuprimidos, como transplantados e portadores do HIV. O desfecho não é favorável, muitas vezes evoluem para o óbito, pois a hepatite acaba sendo “disfarçada” pela varicela. As manifestações são dor abdominal, coagulação intravascular disseminada (CID) e hemorragia gastrointestinal. Outras complicações possíveis são diarreia e otite média.

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Tratamento

A maioria dos pacientes necessita apenas de terapia suporte, com uso de antitérmicos, analgésicos e anti-histamínicos sistêmicos para as lesões pruriginosas. Recomenda-se também o corte das unhas para evitar infecções bacterianas ao coçar as lesões.

O permanganato de potássio é uma solução antisséptica para uso tópico que pode ser utilizada na catapora, com objetivo de limpar as lesões de pele, aliviar a coceira e auxiliar na cicatrização das feridas. O uso de aciclovir (antiviral) não é recomendado rotineiramente para < 12 anos, apenas para os que possuem imunossupressão, fazem uso crônico de corticoide ou AAS, ou tem pneumopatias ou dermatites crônicas. 

Outras indicações para uso de aciclovir:

  • Adolescentes (>12 anos) que não se vacinaram;
  • Adultos: como atualmente sabe-se do alto potencial de mortalidade por pneumonia, é recomendado para todos adultos, mesmo se já vacinados;
  • Casos de segunda infecção;
  • Imunossuprimidos;
  • Pacientes com histórico de doenças pulmonares e dermatológicas crônicas;
  • Pacientes em uso de esteroides ou uso crônico de aspirina;
  • Gestantes com pneumonite: apesar de gestantes possuírem maior risco, não há evidências de que seja seguro ou não para o feto e mãe, então o antiviral deve ser utilizado apenas se houver complicações.

Observação! O antiviral deve ser iniciado em até 72h após o surgimento do exantema. Preferir o aciclovir via oral para indivíduos imunocompetentes sem complicações evidentes, mas para os demais casos, administrar via intravenosa. Em casos de infecção de pele secundária, utilizar antibióticos. E nos casos de pneumonia, além do aciclovir, pode-se utilizar corticóide, que apesar de não reduzir a taxa de mortalidade, reduz o tempo de hospitalização.

Conclusão

A varicela, popularmente chamada de catapora, é uma virose muitas vezes benigna, caracterizada principalmente por lesões de pele, mas que pode ser muito letal em adultos, pelo maior risco de pneumonia. O diagnóstico é feito clinicamente e o tratamento nos casos leves é apenas com terapia suporte. Porém, em certos casos o uso de antivirais é indicado, inclusive para adolescentes não vacinados e adultos.

Leia mais :

  • Sarampo: sintomas, diagnóstico e tratamento
  • Residência em Infectologia: O que é, Duração, Concorrência e Áreas de Atuação
  • Doença meningocócica no público pediátrico: do diagnóstico ao tratamento

Fontes:

  • Ministério da saúde, guia de vigilância em saúde
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