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Publicado em
6/1/22

Doença de Crohn e Colite Ulcerativa: O que São, Sintomas e Possíveis Tratamentos

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A doença de Crohn e a colite ulcerativa são as principais representantes das doenças inflamatórias intestinais (DII), condições crônicas e idiopáticas que afetam primariamente o trato gastrointestinal (TGI).

Os dois distúrbios são mais comuns em adolescentes e jovens adultos - entre 20 e 40 anos - com predomínio em pacientes brancos e do sexo feminino

Além disso, possuem apresentações clínicas semelhantes, manifestando-se com a diarreia prolongada e recidivante que pode durar décadas.

De acordo com Robbins e Cotran, autores do livro: “patologia: bases patológicas das doenças”, cerca de 10% dos casos de DII são diagnosticados como “colite indeterminada”, tornando a diferenciação entre essas duas comorbidades um desafio na prática médica.

Assim, saber reconhecer as principais diferenças entre elas é imprescindível. Desse modo, fique sabendo quais as características, sintomas, diagnóstico e tratamentos da doença de Crohn e da colite ulcerativa.

O que é a doença de Crohn?

A doença de Crohn ou enterite regional é considerada uma doença inflamatória intestinal crônica, responsável por acometer qualquer parte do TGI, sendo tipicamente transmural.

Isso significa que ela pode envolver toda a parede intestinal e provocar úlceras, estenoses, abcessos e/ou fístulas. Além do mais, por comprometer o íleo, e, por isso, também pode ser chamada de ileíte regional.

A síndrome tem como principal fator de risco o tabagismo, além da disbiose (desequilíbrio na flora intestinal).

Para mais, não se sabe ao certo qual a sua causa, mas é provável que seja desencadeada pela desregulação do sistema imunológico.

Ou ainda, por causa de fatores genéticos, da desregulação da microbiota intestinal, de infecções prévias e devido à qualidade da dieta.

Vale salientar que, pacientes com histórico familiar do problema têm mais chances de desenvolvê-lo.

Quais são as principais características?

A ileíte regional é limitada ao intestino delgado em aproximadamente 40% dos casos, e, em 30% dos casos atinge ambos os intestinos: delgado e grosso. 

Todavia, comumente afeta a válvula ileocecal e o ceco, e acomete o esôfago e estômago. À macroscopia, suas principais características são a presença de “lesões em salto”.

Isso significa que múltiplas áreas do TGI são acometidas de forma descontínua. Essa característica pode ajudar na diferenciação da colite ulcerativa, assim como os estreitamentos, que são comuns à doença de Crohn.

E ainda, devido ao processo inflamatório crônico ocorrendo nas alças, há presença de edema, espessamento de alça e hipertrofia da musculatura intrínseca, podendo provocar obstruções intestinais.

Características da doença de Crohn

Segmento espesso no intestino delgado. Isso ocorre devido à fibrose, consequência da inflamação crônica. Fonte: Anatpat

Para mais, pode haver presença de úlceras “serpentiformes”, que “seguem” o trajeto das alças intestinais.

A consequência delas é o desenvolvimento de fístulas, abcessos e fissuras, estas últimas podendo ser profundas e perfurar as alças. 

Já à microscopia, percebe-se aglomerações de neutrófilos nas criptas da alça, que formam abscessos e provocam distorções na arquitetura da mucosa.

E mais, o acometimento das alças é transmural, ou seja, acomete todas as camadas histológicas do trato gastrointestinal. Além disso, granulomas sem necrose caseosa estão presentes em 35% dos pacientes.

Quais os principais sintomas?

Os sintomas são muito variáveis, mas a maioria dos pacientes apresenta ataques intermitentes – relativamente leves - de diarréia e dor abdominal, geralmente após as refeições.

Devido à dificuldade na absorção de nutrientes, o enfraquecimento do paciente é característico da doença, além da febre, perda de apetite e, consequentemente, perda de peso.

Cerca de 20% dos indivíduos apresentam doença aguda com dor no quadrante inferior direito, febre e diarreia sanguinolenta, que pode resultar numa apendicite aguda ou perfuração intestinal.

É comum que a doença de Crohn tenha períodos assintomáticos, que duram de semanas a meses. Podendo ser reativada por estímulos externos como o estresse físico ou emocional.

Os pacientes também podem apresentar sintomas extraintestinais como: uveíte, poliartrite migratória, sacroileíte e espondilite anquilosante.

Além de eritema nodoso e baqueteamento das pontas dos dedos. Vale salientar que podem se manifestar antes do diagnóstico ser fechado. 

A pericolangite e a colangite esclerosante primária podem ocorrer na enterite regional, no entanto, são mais comuns na colite ulcerativa.

Como fazer o diagnóstico da doença de Crohn?

Para realizar o diagnóstico dessa síndrome é preciso conhecer a história clínica do paciente, além de solicitar uma gama de exames clínicos e laboratoriais, e listar os sintomas.

Ademais, como todo o aparelho gastrointestinal pode ser comprometido, para descartar a possibilidade de outras afecções semelhantes também é preciso solicitar exames de imagem.

Assim, para fazer o diagnóstico diferencial deve-se solicitar exames como: endoscopia digestiva, colonoscopia, raio-x de trânsito intestinal (enema opaco), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM).

Quais exames ajudam no diagnóstico?

Exames de sangue e fezes

Os dois procedimentos são utilizados, dentre outras coisas, para avaliar a infecção, a atividade da doença, a deficiência nutricional e para fazer o diagnóstico diferencial.

Não existem exames laboratoriais específicos que podem ser solicitados, mas parâmetros do exame de sangue como: anemia, leucócitos acima do comum e baixa concentração de albumina, podem ser indicativos.

Os sinais de inflamação (velocidade de hemossedimentação ou nível de proteínas reativa C elevados) também são sugestivos.

Na presença de diarreia, solicitar a coleta de fezes é importante para descartar a possibilidade de determinadas infecções.

Exames de diagnóstico por imagem

Exames de imagem para diagnóstico da doença de Crohn

Raio-X com achado de pneumoperitônio (setas rosas). O pneumoperitônio pode ser um achado da perfuração das alças intestinais. Fonte: MedicinaNet

Os exames de imagem avaliam as vísceras abdominais, para saber se existem massas ou lesões intra-abdominais, espessamento de alças intestinais, fístulas ou abscessos.

A ressonância e a tomografia são indicadas para pessoas com dor abdominal grave e sensibilidade, pois avalia se há bloqueios, abscessos ou fístulas, bem como se existem outras causas de inflamação abdominal.

Outros procedimentos que podem ser indicados são: enterografia por TC ou por RM. Além do exame de cápsula endoscópica, utilizado para avaliar o intestino delgado. 

Colonoscopia

Colonoscopia para diagnóstico da doença de Crohn

Colonoscopia do cólon descendente de paciente com doença de Crohn. Perceba a presença da úlcera e de inflamação das paredes. Fonte: Medscape

Com a colonoscopia é possível analisar detalhadamente o intestino grosso, e, às vezes, o final intestino delgado, onde a síndrome se instala mais frequentemente.

Ela também permite que sejam feitas biópsias, já que o exame histopatológico pode confirmar o problema.

Quais os possíveis tratamentos?

Todo o tratamento feito para esta síndrome é voltado para controlar o processo inflamatório desregulado, aliviar os sintomas, suprir as deficiências nutricionais e prevenir as recidivas.

Com isso, ele controla a doença, uma vez que ela não tem cura, embora existam períodos de remissão espontânea.  

Como ela pode atingir outros órgãos do corpo além do intestino, é imprescindível ter uma visão holística.

Sendo assim, o paciente precisa de um acompanhamento multidisciplinar que deve contar com auxílio de dermatologista, nutricionista e psiquiatra.

Já que este distúrbio pode ser ativado por estresse físico e emocional, os pacientes devem ser orientados a comer e a dormir bem, evitar a obesidade, praticar atividade física e não beber ou fumar.

Dessa maneira, é preciso cultivar uma rotina saudável. Em relação ao tratamento medicamentoso, ele envolve uma gama de remédios.

As cólicas e diarreias, por exemplo, podem ser aliviadas com a administração de loperamida ou de algum outro medicamento que paralise os espasmos abdominais (codeína ou difenoxilato). Eles devem ser ingeridos, preferencialmente, antes das refeições.

Também podem ser administrados os aminossalicilatos (sulfassalazina, a mesalamina, olsalazina e a balsalazida) e corticoesteroides (prednisona, budesonida e hidrocortisona).

Além de medicamentos imunomoduladores (azatioprina, mercaptopurina, metotrexato, ciclosporina e tacrolimo), antibióticos e probióticos de amplo espectro.

Os agentes biológicos podem ser uma escolha. São eles: infliximabe, adalimumabe, certolizumabe, vedolizumabe, natalizumabe e ustequinumabe.

Além disso, pacientes com o intestino obstruído ou com abscessos ou fístulas que não cicatrizam precisam fazer um tratamento cirúrgico, para aliviar os sintomas.

Dito isso, caso a síndrome não seja tratada adequadamente, ela pode gerar complicações fatais, como as perfurações e obstruções intestinais.

Quais são as complicações da doença de Crohn?

  • Obstrução intestinal: complicação mais comum, que surge a partir de um inchaço ou tecido cicatrizado. Desse modo, a parede do intestino fica mais espessa, resultando nos estreitamentos (estenoses) de certas áreas do órgão;
  •  Perfurações intestinais;
  • Abcessos peritoneais: podem surgir em volta do ânus, a partir do intestino perfurado ou estenosado;
  • Fissuras (lesões ou rachaduras): ocorrem apenas no ânus;
  • Fístulas: presentes entre as alças do intestino, elas também podem envolver a bexiga, a vagina e a pele abdominal e perianal; e
  • Má absorção e a desnutrição: a doença geralmente afeta o intestino delgado, responsável por absorver a maioria dos nutrientes.

O que é colite ulcerativa?

A colite ulcerativa, também chamada de retocolite ulcerativa, é uma doença inflamatória do intestino, que afeta a camada interna do cólon (intestino grosso) e do reto. Com isso, a mucosa fica inflamada e com pequenas feridas na superfície, as úlceras.

O processo inflamatório começa no reto e pode ir até o cólon, por isso a sua extensão é variável. Ela é mais incidente em adolescentes e adultos jovens e afeta significativamente a vida dos pacientes, por causa dos sintomas causados. 

É importante mencionar que mais da metade das pessoas apresentam o quadro leve, embora relatem pelo menos uma recaída num período de 10 anos.

De mais a mais, por causa dos sintomas incontroláveis, 30% delas precisam fazer uma colectomia nos 3 primeiros anos após a descoberta.

Quais os principais sintomas?

Os sintomas da retocolite tendem a serem cíclicos. Assim, os pacientes passam por um período de remissão que pode durar por meses ou anos.

As manifestações clínicas podem persistir por dias, semanas ou meses. Desse modo, a doença pode se apresentar da seguinte maneira:

  • Dor abdominal inferior e cólicas;
  • Urgência para evacuar;
  • Diarreia com muco e/ou com sangue;
  • Perda de apetite;
  • Fraqueza; e 
  • Perda de peso.

Portadores de colite ulcerativa também podem apresentar sintomas extraintestinais, como: 

  • Vermelhidão, dor e prurido nos olhos;
  • Aftas na boca;
  • Nódulos e úlceras dolorosas na pele;
  • Osteoporose;
  • Pedra nos rins;
  • Colangite esclerosante primária;
  • Hepatite;
  • Cirrose; e
  • Dor e inflamação nas articulações

As manifestações extraintestinais podem ser os primeiros sinais da enfermidade, aparecendo anos antes dos sintomas intestinais. Ou ainda, podem aparecer imediatamente antes ou podem nunca ocorrer.

Como fazer o diagnóstico da colite ulcerativa?

O diagnóstico é dado através do conhecimento da história clínica do paciente e da sua família, incluindo a descrição dos sintomas, de exames de imagem, laboratoriais e físicos.

A colonoscopia é muito importante para a confirmação diagnóstica, já que utilizando o tubo flexível é possível visualizar todo o intestino grosso.

Assim como também é imprescindível o exame de sangue, que não só contribui para confirmar a presença da doença, como também ajuda a mensurar a atividade inflamatória.   

Através dele pode ser identificada a anemia e deficiência de ferro - causadas pelo sangramento – ou a deficiência de albumina, que é uma consequência das úlceras no intestino e da produção intensa de muco.

Os exames de hemossedimentação e proteína C-reativa também são fundamentais, pois sofrem uma alteração considerável na presença de um processo inflamatório.

Para mais, pode ser solicitada uma sigmoidoscopia e um exame de fezes – para detectar a presença de inflamação e de anticorpos. E mais, a fim de estabelecer um diagnóstico diferencial é utilizado um marcador sorológico chamado ANCA.

Quais os possíveis tratamentos?

Assim como para a doença de Crohn, não existe cura para a retocolite ulcerativa, mas os tratamentos disponíveis têm dois objetivos: minimizar os sintomas e permitir que os pacientes entrem e permaneçam em remissão por longos períodos.

A terapêutica deve ser personalizada às necessidades de cada indivíduo. Com isso, são utilizados os medicamentos sulfa ou derivados de sulfa.

Quando os derivados não mostram resultados satisfatórios, é feita a prescrição de corticoides.

As cortisonas atuam na forma ativa e aguda da doença, de maneira rápida e eficaz.

Aqui também podem ser utilizados os aminossalicilatos e os imunomoduladores. Ou ainda, é possível fazer terapias biológicas (agentes anti-TNF), utilizadas quando o indivíduo não responde à terapia convencional.

Veja o quadro abaixo:

MEDICAMENTOS PARA A COLITE ULCERATIVA
Classe de drogas Nome genérico
Aminossalicilatos (5-ASA) Sulfassalazina
Mesalazina
Corticoesteroides Prednisona
Hidrocortisona
Imunomoduladores Azatioprina
6 - mercaptopurina
Metotrexato
Terapias biológicas Adalimumabe
Golimumabe
Infliximabe
Vedolizumabe
Antibióticos Metronidazol
Ciproflaxina

Como e por que a colite ulcerativa se desenvolve?

Não existe um motivo específico para o desenvolvimento da colite ulcerativa. Isso significa dizer que a causa é desconhecida.

No entanto, acredita-se que o seu surgimento seja devido a fatores ambientais, genéticos e imunológicos.

O mais provável é que a pessoa herde um ou mais genes que a predisponham à doença. Com isso, algum fator ambiental desconhecido provoca uma resposta anormal do sistema imune.

Dessa maneira, o organismo passa a identificar a própria mucosa do intestino grosso e reto como “invasoras” e começa a atacar, causando a inflamação.

Então, como o sistema está desajustado, não é capaz de controlar o processo inflamatório e acaba desencadeando o problema.

Em resumo: a enfermidade nada mais é do que uma resposta inflamatória do sistema imunológico a algum fator desconhecido.

Em alguns casos, a enterite infecciosa ocorre antes das manifestações clínicas da doença. Em outros casos, o estresse psicológico pode desencadear o primeiro ataque, assim como a interrupção do tabagismo.

Além disso, a enfermidade é mais comum em países desenvolvidos, acredita-se que a causa seja o grande consumo de fast-food e de alimentos industrializados, e acomete mais as mulheres.

Dentre os seus fatores de risco estão:

  • A idade: as primeiras crises são observadas entre 15 e 25 anos;
  • A etnia: a doença tem uma incidência maior entre os caucasianos; e
  • A genética: em parentes de 1º grau de uma pessoa com retocolite ulcerativa as chances de desenvolvê-la gira em torno de 5,2% a 22,5%.

Como diferenciar a enterite regional da colite ulcerativa?

Principais diferenças entre a doença Crohn e a retocolite ulcerativa

Fonte: MD Saúde

Na colite ulcerativa, o reto sempre é acometido. Desse modo, a doença também é chamada de retocolite ulcerativa - quando acomete apenas o reto e o sigmóide - e, quando afeta todos os cólons, é denominada pancolite.

A transição do cólon afetado, com presença de úlceras extensas, para o normal pode ser abrupta.

Para mais, nessa doença, há ausência do espessamento mural, a superfície serosa é normal e não há estreitamento das alças.

Entretanto, os mediadores inflamatórios podem danificar a túnica muscular e alterar a função neuromuscular.

Nesses casos, pode ocorrer a dilatação colônica e o megacólon tóxico, que elevam o risco de perfuração das alças.

Colonoscopia de paciente com colite ulcerativa

Fonte: Endoscopia Terapêutica

Já na microscopia, a lesão encontra-se limitada à mucosa e submucosa suprficial, e não há presença de lesões em saltos. E ainda, não há presença de granulomas.

Microscopia da Colite Ulcerativa

Lâmina histológica de paciente com colite ulcerativa. Os pseudopólipos, achados frequentes na lâmina, são resultado da regeneração frequente na mucosa. Para mais, perceba que a camada muscular se encontra normal, e as lesões afetam apenas as túnicas mucosa e submucosa. Fonte: Anatpat

Por fim, as manifestações extra-intestinais das DII, como a poliartrite migratória, podem ocorrer em ambas as doenças. Entretanto, são mais comuns da colite ulcerativa do que na enterite regional.

Ademais, indivíduos com colite ulcerativa são mais propensos a desenvolverem câncer de cólon.

Sendo a duração superior a 10 anos, a presença de displasias e a extensão da doença nos cólons são os principais fatores de risco.

Além disso, na doença de Crohn as lesões são em ‘saltos’, isso significa dizer que algumas partes do intestino não são acometidas. Já na colite ulcerativa elas fazem parte de toda a área afetada.

Patogenia das Doenças Inflamatórias Intestinais

Patogenia das Doenças Inflamatórias Intestinais

Fatores que exercem influência na patogenia das DII. Fonte: Universidade Federal do Maranhão

A fisiopatologia não está bem esclarecida. Entretanto, acredita-se que ocorre como resultado da interação da microbiota intestinal com a mucosa do hospedeiro com predisposição genética.

Assim, em ambas as doenças, há defeitos na barreira epitelial da mucosa gastrointestinal, que apresentam sua permeabilidade aumentada. 

A consequência disso é a maior passagem das bactérias da microbiota e seus componentes bacterianos para o interior do epitélio.

Devido a isso, o paciente desenvolveria uma resposta imune aberrante. E mais, o desbalanceamento da microbiota parece contribuir para a exacerbação dessa resposta.

Vale salientar que, a predisposição genética é mais preponderante na doença de Crohn do que na colite ulcerativa.

Dúvidas Frequentes (Guia Rápido)

Pessoas com a doença de Crohn podem tomar vacina?

Algumas vacinas com vírus ativo devem ser evitadas por pessoas que estão fazendo tratamento com imunossupressores como corticóides, azatioprina ou similares.

São elas: febre amarela, BCG, tríplice viral, poliomielite oral e a herpes-zóster.

Quem tem doença de Crohn pode comer qualquer coisa?

Embora a doença não esteja diretamente ligada à alimentação, os portadores dela não devem comer de tudo.

É preciso lembrar que os alimentos condimentados ou ricos em fibras agridem bastante o intestino.

Assim, recomenda-se evitar comidas gordurosas, leite e seus derivados, glúten, verduras folhosas, açúcar em grande quantidade, temperos e condimentos picantes durante as crises. Além disso, é fundamental mastigar bem os alimentos.

Conclusão

A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, por serem doenças inflamatórias intestinais, são bastante semelhantes, mas também se diferenciam em muitos aspectos.

A dor abdominal e a diarreia, por exemplo, são características dos dois problemas, mas quando olhamos para os lugares onde elas se manifestam observamos diferenças.

Enquanto a colite se limita ao intestino grosso e atinge por completo toda a área do órgão, a outra doença pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal e algumas partes das áreas afetadas podem permanecer saudáveis.

Uma outra diferença característica é a extensão afetada. A enterite regional pode se espalhar por toda a espessura da parede intestinal, já a colite se limita a camada interna da parede intestinal.

Dito isso, saber as semelhanças e diferenças das duas enfermidades é essencial para prestar o melhor atendimento ao paciente e fazer o diagnóstico correto.

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