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Refluxo? Saiba o que é, sintomas, diagnóstico, tratamento...

O que é?

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma doença altamente prevalente, que acomete cerca de 12% dos brasileiros (aproximadamente 20 milhões de pessoas). Esse refluxo é o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago e em direção à boca, causando dor e inflamação.

Isso acontece quando o músculo que deveria impedir que o ácido do estômago saia do seu interior não funciona de forma adequada. É considerada uma das mais importantes afecções digestivas, tendo em vista as elevadas e crescentes incidências, a intensidade dos sintomas e a gravidade das complicações.

Sendo também, uma das causas mais frequentes de consultas gastroenterológicas em pacientes ambulatoriais, comprometendo de forma significativa a qualidade de vida dos seus portadores.

Sintomas:

Os sintomas típicos relatados pela maioria dos pacientes são pirose e regurgitação ácida. A pirose é definida como sensação de queimação retroesternal que se irradia do manúbrio esternal até a base do pescoço.

Ela ocorre normalmente entre 30-60 min após a ingestão de alimentos, especialmente se a refeição for abundante, ou rica em gordura ou ácido, podendo ser aliviada após a ingestão de antiácido, ou até mesmo água.

A regurgitação ácida é o retorno do conteúdo ácido até a cavidade oral. Os sintomas também costumam ser piores à noite e podem ser aliviados com antiácidos.

Diagnóstico:

A principal ferramenta para o diagnóstico da DRGE é a história clínica. Com relação aos exames, a endoscopia digestiva alta (EDA) é o método de escolha para avaliar se há lesões causadas pelo refluxo.

A pHmetria e a impedanciopHmetria esofágica são consideradas métodos diagnósticos específicos e sensíveis para diagnóstico do refluxo e sua correlação com os sintomas referidos pelos pacientes.

São indicados para documentar a exposição ácida no esôfago. A anamnese deve identificar os sintomas característicos, sua duração, intensidade, frequência, fatores desencadeantes e de alívio, padrão de evolução no decorrer do tempo e impacto na qualidade de vida.

Uma pessoa diagnosticada com DRGE pode ter a sensação de que o alimento ficou preso na garganta e pode sentir os sinais da doença aumentar ao se curvar, inclinar para a frente, ficar deitado ou comer.

Tratamento:

O tratamento da doença pode ser clínico ou cirúrgico, a escolha depende das características do paciente (idade, aderência ao tratamento, preferência pessoal, presença de comorbidades), além de outros fatores, como resposta ao tratamento, presença de erosões na mucosa esofagiana, sintomas atípicos e complicações.

O clínico inclui a administração de medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago e melhoram a motilidade do esôfago. Paralelamente, o paciente recebe orientação para perder peso, evitar alimentos e bebidas que agravam o quadro, fracionar a dieta, não se deitar logo após as refeições e praticar exercícios físicos.

No caso da cirurgia, pode ser realizada de maneira convencional ou por laparoscopia, e está indicada nos casos de hérnia de hiato, para os pacientes que não respondem bem ao tratamento clinico ou quando é necessário confeccionar uma válvula antirrefluxo.

Ela é sempre um procedimento adequado, quando a repetição do refluxo gastroesofágico provoca esofagite grave, uma vez que a acidez do suco gástrico pode alterar as células do revestimento esofágico e dar origem a tumores malignos.

Prevenção:

Manter um peso saudável e fazer visitas frequentes ao médico é uma boa forma de prevenir não só a doença do refluxo gastroesofágico, como também outras doenças do trato digestivo.

Evitar o fumo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também pode ajudar a impedir a doença.

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Referências: