Estudo
Publicado em
14/7/22

Saiba mais sobre a coloproctologia, a remuneração e a rotina

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A Coloproctologia é uma área da medicina pouco conhecida. Conforme com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, ela “é uma especialidade médica que trata das doenças do cólon, do reto e do ânus, tanto clínicas quanto cirúrgicas”.

Sendo assim, ela é  considerada uma subespecialidade cirúrgica, mas também tem a sua atuação clínica.

Dessa maneira, a rotina do especialista é mais tranquila se optar por trabalhar nos ambulatórios e fazendo exames como: manometria anorretal e anuscopia. 

A procura pela residência é baixa e, consequentemente, o número de profissionais formados por ano também. O que pode ser um atrativo para quem está entrando no mercado de trabalho.

O que é a Coloproctologia?

Formada majoritariamente por homens, a Coloproctologia é uma subespecialidade cirúrgica responsável por doenças que atingem o cólon, reto e o ânus. Eles se aprofundam em problemas relacionados ao intestino.

A residência médica nesta área médica ocorre por um período de dois anos, mas para cursá-la é preciso antes fazer a especialização em Cirurgia Geral, com duração de três anos. 

De um modo geral, os pacientes dos proctologistas são em sua maioria ambulatoriais, mas algumas de suas condições podem se tornar caso cirúrgico, por isso eles devem estar preparados. Isso explica o motivo pelo qual é uma área clínica e cirúrgica.

Você com certeza deve estar se perguntando: “qual a diferença entre ela e a proctologia?” Te digo agora!

Os termos são sinônimos, a Proctologia passou a se chamar Coloproctologia, pois a sua atuação no organismo deixou de ser restrita ao reto e ânus, e expandiu para o cólon também.

Como funciona?

Os coloproctologistas cuidam de doenças como hemorroidas e a doença de Crohn. Foto: Reprodução/ Adobe Stock
Os coloproctologistas cuidam de doenças como hemorroidas e a doença de Crohn. Foto: Reprodução/ Adobe Stock

Como dito anteriormente, a maioria dos atendimentos realizados são a nível ambulatorial, com queixas frequentes de constipação intestinal e doenças orificiais, como as hemorroidas.

O proctologista também é responsável por cuidar de problemas mais complexos com o câncer colorretal, a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn

Além disso, também faz parte da rotina do especialista em Proctologia a realização de exames complementares como a colonoscopia, a manometria anorretal, a anuscopia e retossigmoidoscopia e a endoscopia digestiva baixa. 

Eles são utilizados para definir se a conduta será clínica ou cirúrgica. De todos os atendimentos, uma pequena parcela representa casos cirúrgicos, por isso a sua atuação é menor nesta área, mas saber identificar quando fazer uma cirurgia pode mudar o prognóstico do paciente.

Para mais, exercendo esta especialidade, o médico, em alguns casos, atua diretamente com outros especialistas como o ginecologista e o oncologista.

Na maioria dos casos atuam em conjunto com o gastroenterologista, a fim de tratar doenças do trato gastrointestinal como a doença inflamatória intestinal e a síndrome do intestino irritável.

Residência em Coloproctologia

Pensando na atuação do especialista, a residência é voltada para a formação ambulatorial, cirúrgica e para a realização de exames. 

Ao longo de dois anos de residência o nível de complexidade vai aumentando. De acordo com a matriz de competências, dentre outras coisas, o residente deve o realizar o pré-operatório de procedimentos operatórios proctológicos, abdominais e pélvico. 

Além disso, deve aprender a fazer exames como a retossigmoidoscopia flexível e rígida, a anuscopia e a colonoscopia, a dominar técnicas videocirúrgicas e a realizar diagnóstico e tratamento de doenças comuns à especialidade.

A prescrição de antibioticoterapia também faz parte do aprendizado, além do domínio da fisiopatogenia dos distúrbios - como a doença de chagas - e das técnicas de ressecção intestinal das neoplasias malignas e benignas. 

Cenário atual no Brasil

A Coloproctologia está entre as 19 áreas médicas com menor número de profissionais, por isso a chance de obter destaque na área é bem maior. 

De acordo com a pesquisa Demografia Médica 2020, no Brasil existem um total de 2.164 coloproctologistas, com idades entre 30 e 44 anos.

Uma parte expressiva está localizada na região Sudeste (50,7%) e no Nordeste (19,3%)

Em relação a residência, a procura pela residência não teve um crescimento tão expressivo. Sem em 2010 o número de residentes em foi de 61, em 2019 ele chegou apenas a 81, o equivalente ao ano anterior.

Salário e Carreira

Para médicos em busca de uma especialidade dinâmica, com uma rotina, de maneira geral, mais tranquila, a Coloproctologia é uma opção. 

Além disso, devido ao número baixo de profissionais, pode representar uma grande oportunidade para aqueles que estão começando a ingressar no mercado de trabalho. 

Nessa especialidade, a rotina é mais agitada se o médico priorizar a realização de cirurgias. Isso porque há risco de complicação e de cirurgias de emergência, e, por isso, o coloproctologista pode trabalhar em feriados e aos finais de semana.

Sobre a remuneração do proctologista, segundo o site salario.com, ela pode chegar a R$ 5.324,07, por uma jornada de 14 horas semanais. O teto salarial pode chegar a R$ 10.707,58. 

Conclusão

A Coloproctologia não é lá das áreas médicas mais requisitadas e conhecidas, mas oferece uma grande área de atuação, sobretudo por ser clínica e cirúrgica.

Sendo assim, dominar as técnicas cirúrgicas e a fisiopatogenia, para tratar e curar os pacientes é de extrema importância. 

Para mais, a carga horária e o salário da especialidade são fatores que chamam bastante atenção. 

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