Covid-19

Você sabe a diferença entre pandemia, epidemia, endemia?

Começamos a ouvir sobre uma doença causada por um novo vírus, que iniciou como um surto na China, em dezembro de 2019, depois se tornou uma epidemia e, em março de 2020, foi caracterizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como pandemia.

Apesar de esses termos serem antigos na medicina, devido às recentes circunstâncias, ganharam ainda mais popularidade e passaram a despertar a curiosidade das pessoas sobre suas definições e diferenças. Embora tenham semelhança no som e na grafia, possuem significados distintos.

E para ajudar a simplificar, seguem as definições:

Epidemia

Acontece quando existe a ocorrência de surtos em várias regiões. Em nível municipal, é aquela que ocorre quando diversos bairros apresentam certa doença; em nível estadual, quando diversas cidades registram casos e, em nível nacional, a doença ocorre em diferentes regiões do país. Exemplo disso, quando cidades brasileiras decretaram epidemia de dengue.

Endemia

Doença que possui causa e atuação local. Ela se manifesta com frequência em determinada região, mas tem um número de casos previsto, ou seja, um padrão prevalente relativamente estável. Também classificada de modo sazonal, se houver alta incidência e persistência de doença, pode ainda ser chamada de hiperendêmica. Um exemplo dela é a febre amarela, comum na região amazônica.

Pandemia

Se classificarmos em uma escala de gravidade, é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se estende a níveis mundiais, ou seja, se espalha por diversas regiões do planeta. No caso de uma pandemia, o protocolo de ação é outro e deve ser respeitado não só pelos países afetados mas também pelos que ainda não registraram casos do vírus. A abordagem, na ocasião, deve ser um conjunto de ações integradas, em que governo, em parceria com a sociedade, trabalham juntos na contenção da doença.

Em 2009, a gripe A (ou gripe suína) passou de uma epidemia para uma pandemia, quando OMS começou a registrar casos nos seis continentes do mundo. A mesma transição ocorreu com a classificação do coronavírus, em 2020. São exemplos de pandemias, além do covid-19: AIDS, tuberculose, peste, gripe asiática, gripe espanhola, tifo. O câncer, apesar de provocar milhares de mortes em todo o mundo, por não ser uma doença transmissível, não é classificado como uma pandemia.

Os termos citados são usados para se referir a doenças contagiosas que se espalham entre a população e contaminam números alarmantes de pessoas. As medidas adotadas pelas autoridades no combate à doença podem variar, e, de acordo com a progressão e gravidade dos problemas, as autoridades locais, nacionais ou internacionais escolhem um deles para descrever a situação.

Após a descrição de cada termo, é importante saber que para poder definir uma condição como epidêmica, endêmica, e até mesmo pandêmica, deve-se estabelecer quais são os possíveis níveis habituais de ocorrência de uma doença ou condição de saúde na população de uma determinada área, o período de tempo, realizar um levantamento do número de casos novos, checar a incidência, o agravo num período de tempo não epidêmico.

No Brasil, por exemplo, é comum o aumento de casos de dengue em períodos chuvosos, mas em alguns outros locais, esse aumento ocorre além da conta, resultando em uma situação epidêmica. Foi o que aconteceu em 2003, na epidemia do SARS, outro tipo de coronavírus também vindo da Ásia, que se propagou pelo mundo, mas não foi considerado pandêmico, pois a OMS alegou que o vírus havia sido contido rapidamente e que a maior parte dos casos ficou concentrada em alguns países.

Fontes: