Logomarca Eu Médico Residente
Preparatórios
Extensivos R1 2026
Black November
Extensivos R+ 2026
Black November
Extensivo Bases 2026
Black November
Extensivo 4º ano ENAMED
Lançamento
Ver todos
Mural dos Aprovados
Blog
Plantão de Aprovação
Plantão AMRIGS (Online)
08/11
Plantão SUS-BA (Online)
15/11
Todos os Materiais Gratuitos
Central da Residência
Blog
Eventos - Plantão de Aprovação
Plantão PSU-MG
  
(
Online
)
22
/
11
Em Breve
Plantão USP-SP
  
(
Online
)
29
/
11
Em Breve
Plantão SUS-SP
  
(
Online
)
06
/
12
Em Breve
Plantão SES-PE
  
(
Online
)
03
/
01
Em Breve
Aulas Gratuitas
Replay SES-PE
Replay SUS-BA
Replay SUS-SP
Replay PSU-MG
Kit Preparação para a Residência
Kit Preparação para o Internato
Guias e Ebooks
Guia da Aprovação SES-PE
Guia da Aprovação SUS-BA
Em Breve
Guia da Aprovação USP-SP
Em Breve
Guia da Aprovação ENAMED
Em Breve
Todos os Materiais Gratuitos
Área do Aluno
account_circle
Teste grátis
bolt
/
Blog
/
Estudo
/
Tuberculose congênita e perinatal: o que é, identificação e abordagem
Estudo
•
Publicado em
18/5/22

Tuberculose congênita e perinatal: o que é, tratamento e profilaxia

Tuberculose congênita e perinatal: o que é, tratamento e profilaxia
Escrito por:
No items found.
Ellen Kosminsky
Compartilhe este artigo

Índice

Example H3
Example H4
Example H5
Example H6
Example H2
Example H3
Example H4
Example H5
Example H6
Example H2
Example H3
Example H4
Example H5
Example H6

A tuberculose (TB) é uma das doenças mais antigas do mundo. Registros históricos mostram que foi encontrada pela primeira vez em múmias egípcias, anos antes de Cristo. 

No Brasil, ela é uma doença endêmica. Por isso, o país é considerado um dos 30 países com alta carga de contágio, sendo uma doença muito prevalente em nosso meio.

Distribuição da tuberculose no mundo. Fonte: https://pt.khanacademy.org/science/health-and-medicine/infectious-diseases/tuberculosis/a/what-is-tuberculosis
Distribuição da tuberculose no mundo. Fonte: Khan Academy Health and Medicine 

Sendo assim, o manejo da tuberculose congênita e perinatal é um tema de extrema relevância. Não somente na prática dos pediatras, como também para a sua prova de residência.

Portanto, não perca mais um post do EMR para contribuir com a sua formação!

O que é e como identificar a tuberculose perinatal?

A tuberculose perinatal é uma forma rara da doença, definida como a tuberculose do recém-nascido (RN). 

Ela pode ocorrer durante a gravidez, sendo então denominada congênita, ou durante o período perinatal. 

Tuberculose congênita

Esse tipo de TB pode ocorrer por disseminação hematogênica, quando entra em contato com o sangue da mãe no parto, ou por infecção transplacentária, cuja infecção primária acomete o fígado do feto.

E ainda, quando há ingestão do líquido amniótico, a infecção também pode acometer o fígado e gânglios da veia cava e porta.

Além disso, quando há desvio circulatório do sangue para o ducto venoso, o M. tuberculosis pode acometer o pulmão. Esse órgão também pode ser acometido em caso de aspiração de líquido amniótico contaminado.

Por fim, a TB congênita também pode ocorrer devido à TB genital da mãe. Assim, a contaminação pode ocorrer na presença de endometrite ou cervicite. Ou ainda, através do contato com secreções vaginais infectadas.

Tuberculose perinatal

A TB perinatal ocorre quando o RN inala os bacilos devido a contato próximo com indivíduos contaminados, como a mãe, familiares, profissionais de saúde e materiais médicos ou através da ingestão do leite materno contaminado.

Assim, a transmissão do bacilo de Koch pode ocorrer no meio intradomiciliar, em indivíduos bacilíferos.

Todavia, em termos clínicos e terapêuticos, as diferenças entre a tuberculose congênita e a pós-natal são pouco significativas.

Preparatórios EMR
A Metodologia ideal para ser aprovado na Residência Médica ou Revalida

Prepare-se através de uma metodologia testada e aprovada nas principais provas de concurso médico do Brasil.

Saiba mais
Aprove de primeira com os
nossos cursos para Residência
Conhecer os cursos

Quais são os sintomas?

O quadro clínico pode mimetizar um quadro de sepse bacteriana, manifestando-se com febre, letargia ou irritabilidade. E ainda, dificuldades respiratórias, linfadenopatias e hepatoesplenomegalia. 

O quadro clínico também envolve distensão abdominal, otorreia, lesões dermatológicas, anorexia e vômitos. Também podem estar presentes a diarreia com sangue, a icterícia, e convulsões. 

Além disso, o RN pode também apresentar cianose, apneia, ascite e pouco ganho de peso.  Por fim, anemia e plaquetopenia.

Dessa forma, o diagnóstico é difícil, pois pode simular outras infecções congênitas.

Assim, deve-se suspeitar de tuberculose no recém-nascido cuja mãe teve TB grave durante a gestação. Ou ainda quando, após o parto, o RN tiver história de contato familiar com TB.

Quais efeitos causados?

Na tuberculose congênita, os partos prematuros ocorrem em 50% dos casos. Além disso, possui alta taxa de letalidade, podendo ser superior a 50%, mesmo com tratamento adequado.

Como diagnosticar a tuberculose congênita e perinatal?

Em até metade dos casos de tuberculose perinatal e congênita é possível encontrar o padrão miliar no exame de imagem.

Raio-X e tomografia computadorizada evidenciando padrão-miliar. Fonte: https://www.scielo.br/j/bjid/a/3Q8KjsvfhNgfsC44WWMVc8J/?lang=en#
Raio-X e tomografia computadorizada evidenciando padrão-miliar. Fonte: Congenital tuberculosis: a case report 

Além disso, a ultrassonografia (USG) abdominal pode demonstrar focos miliares no fígado e baço. E ainda, macronódulos nas vias biliares. 

Dessa forma, podem ser necessárias biópsias de fígado e medula óssea para diagnóstico da TB nesses pacientes.

Por fim, caso a mãe esteja com a doença ativa no momento do parto, deve-se realizar o exame da placenta, e realizar o estudo histopatológico com cultura, a fim de evidenciar o M. tuberculosis. 

Como funciona o tratamento?

O tratamento desse público de pacientes segue o esquema básico de tratamento para Tuberculose. 

Entretanto, o etambutol, droga utilizada no esquema terapêutico de pacientes com idade ≥ 10 anos, é contraindicado nos RN, devido ao seu risco de provocar neurite óptica.

Fase intensiva

A fase deve ser feita no esquema 2RHZ, ou seja, com duração de 2 meses, com as drogas rifampicina, isoniazida e pirazinamida.

Fase de manutenção

Essa fase deve ser feita no esquema 4RH, ou seja, uso da rifampicina e da isoniazida por 4 meses, exceto nos casos tuberculose meningoencefálica ou osteoarticular, onde o tratamento deve se prolongar por 9 a 12 meses.

No grupo de pacientes que fazem este esquema terapêutico a estreptomicina está contraindicada devido ao seu potencial de ototoxicidade fetal.

Além disso, crianças com a doença devem fazer suplementação com a piridoxina (vitamina B6) na dose de 5 a 10 mg/kg, com objetivo de reduzir a potencial toxicidade neurológica da isoniazida.

Aprove de primeira com os
nossos cursos para Residência
Conhecer os cursos

Como realizar a profilaxia?

Todo RN nascido de mãe com TB ativa durante a gestação, ou com TB ativa no momento do parto, deve realizar a prevenção. 

Assim, a prevenção se inicia pelo diagnóstico precoce da mãe e, consequentemente, do tratamento precoce da genitora, a fim de diminuir os riscos de transmissibilidade ao feto e ao neonato.

Para a gestante, recomenda-se o esquema RHZE, associando-se ao esquema a piridoxina, na dose de 50 mg/dia, pelo risco de toxicidade neurológica ao RN.

É necessário também a realização de uma busca ativa e tratamento dos adultos que habitam a casa, para diminuir os riscos de transmissão da tuberculose perinatal.

Já os recém-nascidos em contato com indivíduos bacilíferos deverão ser vacinados somente após tratamento da TB ou da profilaxia primária. Assim, o RN não receberá a imunização com a BCG ao nascer.

Nesse caso, utiliza-se a isoniazida por 3 meses e, após esse período, realiza-se a prova tuberculínica (PT). 

Se a PT for ≥ 5mm após o uso da isoniazida, deve-se mantê-la por mais três meses. 

Após esses 6 meses de tratamento, o RN não necessitará ser vacinado com a BCG, pois estará imune ao bacilo de Koch.

Entretanto, se após o uso da isoniazida a PT < 5mm, deve-se interromper a isoniazida e vacinar o RN.

Todavia, caso ele já tenha sido vacinado previamente com a BCG, mesmo com a suspeita, utiliza-se o H por 6 meses, não sendo necessária a avaliação pela PT. 

Após esse período, considera-se vacinar novamente a criança, devido ao bacilo potencialmente interferir na resposta imune da vacina.

Fluxograma para profilaxia de tuberculose no RN. Fonte: Manual de Recomendações Para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019
Fluxograma para profilaxia de tuberculose no RN. Fonte: Manual de Recomendações Para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019

Não há contraindicações para a amamentação do neonato, mesmo em mães infectadas, quando realizado os devidos cuidados, com o uso de máscaras. 

A exceção disso é quando a genitora apresenta a mastite tuberculosa, devido ao risco maior de transmissão do bacilo pelo leite.

Conclusão

A tuberculose congênita e perinatal, apesar de rara, pode provocar desfechos fatais para o neonato. 

Dessa forma, é imprescindível que o médico se atente sobre quando deve suspeitar de tuberculose nesse público, bem como saiba realizar a profilaxia da doença e entender as particularidades do tratamento.

Leia mais:

  • Tuberculose pulmonar: sintomas, diagnóstico e tratamento
  • Sarampo: do quadro clínico ao tratamento
  • Pneumonia Viral: O que é, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

‍

FONTE:‍

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de Recomendações Para o Controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, DF, 2019.
O que achou deste conteúdo?

Artigos recentes

ENADE, ENAMED e ENARE: Entenda as diferenças entre as provas
Dicas
•
24/11/25
ENADE, ENAMED e ENARE: Entenda as diferenças entre as provas
Resultado da primeira etapa do processo seletivo de Residência Médica da PUC-PR
Editais
•
18/11/25
Resultado da primeira etapa do processo seletivo de Residência Médica da PUC-PR
O que é e como funciona a subespecialização (R+)?
Carreira
•
6/11/25
O que é e como funciona a subespecialização (R+)?
Revalida 2025/1: resultado final do exame
Editais
•
3/11/25
Revalida 2025/1: resultado final do exame
Ver todos os artigos

Biblioteca de Conteúdos Gratuitos Eu Médico Residente!

Já imaginou ter ACESSO GRATUITO a mais de 100 horas de aulas, Guias da Aprovação, ebooks e muitos outros?

Conheça a nossa Biblioteca, com conteúdos gratuitos preparados por nosso time de professores, para te ajudar na aprovação da sua banca de escolha!

bolt Acesse gratuitamente!
Preencha o formulário para acessar o teste grátis!
Ao confirmar sua inscrição você estará de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Logomarca Eu Médico Residente

Cursos

  • Extensivos R1 2026
  • Extensivos R+ 2026
  • Extensivos Bases 2026
  • Extensivos 4º ano ENAMED
  • Ver todos

Institucional

  • Sobre
  • Eventos
  • Blog
  • Ajuda
  • Parceiros EMR
  • Fidelize e Ganhe
  • Soluções para IES
  • Contato

Endereço

Av. Marquês de Olinda, nº 302, andar 004, Bairro do Recife - Recife- PE, CEP 50030-000

Nossas redes

EMR Eu Médico Residente Ensino Ltda © 2025. Todos os direitos reservados. CNPJ: nº 34.730.954/0001-71
Termos de usoPolítica de Privacidade