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Acantose nigricans: origem, causas e tratamento
Estudo
•
Publicado em
30/8/22

Acantose nigricans: o que é, fisiopatologia e tratamento

Acantose nigricans: o que é, fisiopatologia e tratamento
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Ellen Kosminsky

Índice

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A acantose nigricans é um achado comum nas consultas médicas. Em um estudo multicêntrico com 1730 indivíduos, com idades entre 7 e 65 anos, ela foi encontrada em 19% dos pacientes.

Para mais, esse achado deve sempre ser identificado pelo médico, uma vez que é muito sugestivo de determinadas doenças.

Portanto, não perca mais um post do EMR para contribuir com sua formação, e explicar tudo que você precisa saber sobre a acantose nigricans! 

O que é a Acantose Nigricans?

Ela é um marcador de resistência à insulina, caracterizada pela presença de placas aveludadas e hiperpigmentadas na pele. Além disso, pode ser hereditária ou adquirida.

Seu reconhecimento durante a consulta clínica é fundamental, devido a sua associação com doenças metabólicas, como a diabetes mellitus e a obesidade. Indicando assim a necessidade de investigação.

Para mais, o marcador pode surgir devido a doença maligna. Entretanto, esses casos são raros.

As lesões podem acometer homens e mulheres, bem como crianças ou adultos. Nos Estados Unidos, afeta majoritariamente pacientes de etnia negra e hispânica, e ainda, nativos americanos.

Qual a fisiopatologia?

A associação da acantose nigricans com diversas patologias relacionadas a resistência à insulina sugere que a hiperinsulinemia tem um papel fundamental no seu desenvolvimento.

Por isso, a teoria mais aceita atualmente é que níveis elevados de insulina estimulam os queratinócitos, células da epiderme responsáveis pela produção da queratina.

Além disso, estimulariam também os fibroblastos da derme, através da interação com receptores IGFR1 (insuline-like growth factor receptor-1). Observe o esquema abaixo.

Visualização da imagem

Fisiopatologia da acantose nigricans. Fonte: An approach to acanthosis nigricans, 2014.

O resultado disso é o surgimento de lesões características. O que pode ser observado nos achados histopatológicos, em que é possível observar hiperqueratose e papilomatose epidérmica. Sendo a hiperqueratose a principal responsável pela manifestação clínica. 

Observe a lâmina histológica. A seta cinza aponta para a hiperqueratose. Já a seta preta aponta para papilomatose. Fonte: ResearchGate (https://www.researchgate.net/publication/281892493_Epidermal_reaction_patterns/download)
Observe a lâmina histológica. A seta cinza aponta para a hiperqueratose. Já a seta preta aponta para papilomatose. Fonte: ResearchGate
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Apresentação clínica

O marcador de resistência á insulina é comumente assintomática, sendo caracterizada por placas hiperpigmentadas, de coloração cinza-amarronzada, e de aspecto aveludado e verrucoso. 

Observe a lesão hiperpigmentada, com placas de textura aveludada. Fonte: UpToDate, 2022
Observe a lesão hiperpigmentada, com placas de textura aveludada. Fonte: UpToDate, 2022

Os locais mais comumente acometidos são parte posterior do pescoço e as axilas. Observe a imagem abaixo.

Axila com lesão hiperpigmentada e aveludada e com presença de acrocórdons (pólipos fibroepiteliais). Fonte: UpToDate, 2022
Axila com lesão hiperpigmentada e aveludada e com presença de acrocórdons (pólipos fibroepiteliais). Fonte: UpToDate, 2022

Menos frequentemente, as lesões podem afetar outros locais na pele, como em áreas intertriginosas - locais mais sujeitos a transpiração e atritos nas dobras da pele - como a região anogenital, abdominal, intercubital e inguinal. 

Acantose nigricans em genitália externa. Fonte: An approach to acanthosis nigricans, 2014
Acantose nigricans em genitália externa. Fonte: An approach to acanthosis nigricans, 2014

Para mais, em casos mais severos, pode-se observar as lesões em mucosas e outras áreas não intertriginosas.

Lesão hiperpigmentada e com placas aveludadas em umbigo. Fonte: UpToDate, 2022
Lesão hiperpigmentada e com placas aveludadas em umbigo. Fonte: UpToDate, 2022

Quando presente na infância, o marcador pode sugerir síndromes ou desordens hereditárias. E mais, quando associada a uma curva de crescimento anormal, pode sugerir presença de endocrinopatias e síndromes genéticas.

Exemplos disso são a síndrome de Down e a acantose nigricans familiar, esta última ocorrendo devido a uma mutação no gene FGFR3 (fibroblast growth factor receptor 3).

Como identificar?

Em casos leves ou recentes do desenvolvimento de lesão, a pele pode ter aspecto de “sujo”, ou textura seca, com placas minimamente elevadas. Observe a imagem abaixo.

Placa verrucosa de textura aveludada. Fonte: UpToDate, 2022
Placa verrucosa de textura aveludada. Fonte: UpToDate, 2022

Com a progressão da lesão, essa torna-se mais grossa, acentuando-se a dermatoglifia (linhas na pele) e as projeções papilomatosas.

Também é importante notar que este achado na região da mucosa comumente não apresenta hiperpigmentação. Observe a imagem abaixo.

Placas verrucosas presentes nos lábios de paciente. Fonte: UpToDate, 2022
Placas verrucosas presentes nos lábios de paciente. Fonte: UpToDate, 2022

Por fim, o marcador normalmente apresenta distribuição simétrica. Dessa forma, quando presente de forma unilateral, sugere uma variante de nevo epidérmico.

Como mencionado anteriormente, as doenças mais frequentemente associadas com a acantose nigricans são a obesidade e distúrbios metabólicos, como a diabetes mellitus tipo II e síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Dessa forma, ao identificar um paciente com a lesão, deve-se verificar peso e altura, pressão arterial e curva de crescimento (em crianças).

Bem como buscar outros achados clínicos compatíveis com endocrinopatias, como a alopecia e o hiperandrogenismo em mulheres, sendo esses achados compatíveis com SOP.

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Diagnóstico

Todo paciente deve ser avaliado para a possibilidade de diabetes mellitus. Dessa forma, exames laboratoriais devem ser solicitados para investigação da doença.

Entretanto, a possibilidade de tumores malignos paraneoplásicos deve sempre ser considerada em pacientes idosos, não obesos, e com surgimento recente de acantose nigricans, quando não houver outra causa identificável e/ou outras características clínicas sugestivas de outro diagnóstico. 

Para esses pacientes, recomenda-se reavaliação minuciosa dos sintomas, exame físico completo, e rastreamento para câncer. 

Além disso, visto que é comum esse tipo de tumor estar associado ao trato gastrointestinal, recomenda-se encaminhamento do paciente para o gastroenterologista.

Algumas medicações podem provocar o surgimento da acantose nigricans., sendo mais comuns as drogas que promovem hiperinsulinemia. 

Exemplo dessas são os glicocorticoides sistêmicos, insulina injetável e contraceptivos orais. E ainda, a testosterona.

Como fazer o diagnóstico diferencial?

São exemplos de diagnóstico diferenciais a hiperqueratose dos mamilos durante gravidez, a pelagra – que pode apresentar-se com placas hiperpigmentadas no pescoço e outras áreas expostas ao sol - e a hiperpigmentação relacionada com doença de Addison.

Formas de tratamento e prevenção

A acantose nigricans é benigna e assintomática. Dessa forma, comumente opta-se por iniciar o tratamento das lesões devido a questões estéticas. 

Entretanto, o tratamento da causa primária é normalmente a forma mais indicada de manejar a lesão.

Assim, em pacientes obesos, recomenda-se incentivar a perda de peso. Já para pacientes com resistência à insulina, indica-se o uso de medicamentos como a metformina. Ambas medidas melhoram a aparência das lesões.

Para pacientes com acantose nigricans devido a uso de drogas, recomenda-se, caso seja possível, sua descontinuação. Isso porque, essa medida, geralmente, promove resolução das lesões. 

Já para pacientes com tumores malignos, recomenda-se tratamento da causa de base, visto que há registros de melhora ou desaparecimento das lesões em múltiplos pacientes após o procedimento terapêutico.

Já para os pacientes que desejam melhora rápida da lesão por questões estéticas, terapias com retinoides tópicos (tretinoína 0.05% + hidroquinona 4% + acetonido de fluocinolona 0.01%) podem ser prescritos.

Além disso, também os análogos tópicos de vitamina D (calcipotriol 0.005%, aplicação diária duas vezes ao dia) podem ser benéficos, por reduzirem a replicação dos queratinócitos.

Por fim, alguns pacientes podem esfregar excessivamente as lesões durante o banho, a fim de diminuir a aparência das lesões. 

Entretanto, é importante desencorajar esse comportamento, porque isso pode provocar liquenificação (engrossamento da pele) e, consequentemente, piorar a hiperpigmentação das lesões.

Conclusão

A acantose nigricans é uma desordem crônica que, na ausência do tratamento da causa de base ou da lesão na pele, tende a persistir. 

Esse achado clínico deve levantar suspeita para resistência à insulina. Além disso, apesar de ser assintomática e benigna, pode causar desconfortos estéticos no paciente.

Leia mais:

  • Manejo da insulinoterapia
  • Saiba qual a fisiologia do hipertireoidismo e do hipotireoidismo 
  • Amiloidose: o que é, causas e sintomas

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FONTE: 

  • MADERAL, Andrea D. Acanthosis nigricans. UpToDate. 2022. Acesso em: 18/08/2022.
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