Covid-19

AstraZeneca desenvolve coquetel contra a Covid-19

A pandemia ainda está longe do fim e as pesquisas para achar medicamentos contra o coronavírus estão a todo vapor. Sendo assim, no último dia 20 de agosto, a AstraZeneca anunciou novidades animadoras sobre o chamado AZD7442. Criado pela empresa, ele foi capaz de reduzir em 77% as chances de os participantes do teste desenvolverem a Covid-19 sintomática.

O coquetel é formado por dois tipos de anticorpos derivados de células B de pessoas que já foram infectadas. Ela foi aplicada via intramuscular. Dentre outras coisas, o comunicado divulgado pela AstraZeneca informou que eles aumentaram o tempo de meia-vida do AZD7442.

O que pode proporcionar uma proteção contra o vírus de até 12 meses. Isso porque, a extensão permite que o tempo de ação das imunoglobulinas utilizadas na pesquisa, seja mais de três vezes maior do que os anticorpos convencionais.

A combinação de anticorpos já havia sido testada em pacientes já expostos ao vírus, mas o resultado não foi satisfatório. No entanto, ao administrá-lo antes do indivíduo ter contato com o vírus, o resultado foi muito positivo.

Leia mais:

Como se deu o ensaio clínico do AZD7442?

O ensaio clínico multicêntrico de fase 3, randomizado e duplo-cego, contou com a participação de 5.197 indivíduos, oriundos da Bélgica, Reino Unido, Espanha, França e Estados Unidos. Eles eram maiores de 18 anos, não haviam se vacinado e apresentaram RT-PCR negativo para o SARS-COV-2.

Além disso, 73% eram brancos/caucasianos; 17% negros/afro-americanos e 3% eram asiáticos. Do total de participantes, 75% tinham comorbidades como diabetes, doença cardíaca, hipertensão grave e doença renal crônica.

Assim, tinham risco aumentado para desenvolver a Covid-19 grave. Vale salientar que, algumas das doenças são responsáveis por diminuir a resposta imunológica à vacina.

Pacientes antes do contato com o coronavírus são os alvos do estudo do coquetel desenvolvido pela AstraZeneca. Foto: Reprodução/Unplash

Pacientes antes do contato com o coronavírus são os alvos do estudo do coquetel desenvolvido pela AstraZeneca. Foto: Reprodução/Unplash

A população de estudo foi dividida em dois grupos. Um deles, composto por 3.460 pessoas, recebeu 300 mg do AZD7442. No outro, formado por 1.737 indivíduos, foram administradas duas injeções com placebo, uma após a outra.

Desse modo, a combinação de anticorpos reduziu em 77% o risco de a doença evoluir para a sua forma sintomática. Sobretudo, naqueles com algum tipo de comorbidade. Sendo esse, um resultado é da fase 3 de testes clínicos, na qual é comprovada a segurança e a eficácia.

Medicamento da Pfizer também se mostrou efetivo contra o coronavírus

No último dia 16 de junho, foi divulgado um estudo mostrando que o remédio da Pfizer, o tofacitinibe,  reduziu em 37% as chances de óbitos causada pelo SARS-COV-2. Isso porque, ele é composto por um grupo de inibidores das janus quinase (JAKs), proteínas envolvidas no desencadeamento de doenças inflamatórias.

Assim, consequentemente, houve também uma redução no risco de evolução para uma insuficiência respiratória. É importante apontar que, originalmente, o fármaco é utilizado para tratar doenças como a artrite reumatóide e a retocolite ulcerativa.

Por fim, de acordo com o UOL, no dia 28 de julho, a farmacêutica enviou um pedido para o uso emergencial do medicamento pela Anvisa. O prazo de análise para medicamentos, segundo a agência, é de 30 dias.

Fonte: