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Antibioticoprofilaxia: o que é, quando é indicada e como cai nas provas de residência médica?
Estudo
•
Publicado em
28/7/25

Antibioticoprofilaxia: o que é e quando é indicada?

Antibioticoprofilaxia: o que é e quando é indicada?
Escrito por:
Igor Vasconcelos
Igor Vasconcelos
Larissa Mesquita
Larissa Mesquita

Índice

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A antibioticoprofilaxia pré-cirúrgica faz parte dos cuidados pré-operatórios, sendo um importante cuidado na prevenção de infecções cirúrgicas. As infecções de sítios cirúrgicos são complicações comuns que têm grande impacto na morbimortalidade dos pacientes. Neste post iremos abordar o que é antibioticoprofilaxia e suas indicações!

Por que a antibioticoprofilaxia cirúrgica é tão cobrada?

Esse tema é especialmente cobrado em avaliações como provas de residência médica e concursos de especialidade porque envolve a integração de múltiplos conhecimentos médicos: microbiologia, farmacologia, cirurgia e medicina baseada em evidências. Além disso, seu domínio reflete uma prática clínica segura e atualizada. 

Em um contexto de crescente resistência bacteriana, a racionalização do uso de antimicrobianos ganha ainda mais relevância. Compreender quando indicar a profilaxia, qual antibiótico utilizar, o momento certo da administração e a duração adequada do esquema profilático é indispensável para garantir a segurança do paciente e evitar falhas terapêuticas ou consequências do uso inadequado de antibióticos. Trata-se, portanto, de um conteúdo de importância prática e teórica, fundamental para qualquer médico em formação.

Quando fazer antibioticoprofilaxia?

A decisão de realizar antibioticoprofilaxia depende diretamente da classificação da ferida operatória quanto ao risco de contaminação. 

Cirurgias limpas (classe I)

Cirurgias limpas são aquelas em que não há penetração em tratos colonizados, como o trato gastrointestinal, geniturinário ou respiratório, e não há processo infeccioso nem ruptura de técnica asséptica. Nessas situações, a profilaxia normalmente não é indicada, salvo em casos com implantes de corpo estranho, como próteses ortopédicas ou telas em hernioplastias, pois o risco de infecção torna-se maior e mais difícil de controlar. 

Cirurgias potencialmente contaminadas (classe II)

Já nas cirurgias potencialmente contaminadas, há penetração controlada em tratos colonizados, sem extravasamento de conteúdo e com técnica asséptica mantida. Nesses casos, a antibioticoprofilaxia é formalmente indicada, como ocorre em cirurgias do trato biliar ou digestivo superior. 

Cirurgias contaminadas (classe III)

As cirurgias contaminadas apresentam maior risco, com ruptura de técnica asséptica, presença de inflamação local ou extravasamento de conteúdo de vísceras ocas. A profilaxia também é indicada, pois o risco de infecção de sitio cirúrgico é consideravelmente elevado. 

Cirurgias infectadas (classe IV)

Por fim, nas cirurgias infectadas, como apendicites supuradas com peritonite ou perfuração intestinal com contaminação fecal, não se fala mais em profilaxia, mas sim em antibioticoterapia plena, com tratamento direcionado ao quadro infeccioso já instalado.

Vale salientar que a hernioplastia, no geral, é uma cirurgia limpa (classe I) e, portanto, não tem indicação de antibioticoprofilaxia. Porém, se for colocado tela, algumas literaturas recomendam a prevenção de patógenos com antibióticos, já que a tela é um corpo estranho.

TIPO DEFINIÇÃO
LIMPA (CLASSE I) Não penetra nenhum trato corporal Ex.: cirurgia ortopédica, cardíaca
POTENCIALMENTE CONTAMINADA (CLASSE II) Penetra um trato corporal de forma controlada. Ex.: cirurgia bariátrica
CONTAMINADA (CLASSE III) Penetra tratos corporais, porém com mais inflamação ou extravasamento. Ex.: apendicectomia
INFECTADA (CLASSE IV) Inflamações abdominais supuradas, contaminação fecal ou tecidos desvitalizados. Ex;: ruptura de alça intestinal com extravasamento de fezes
Classificação das cirurgias. Fonte: EMR

Qual antibiótico usar?

A escolha do antibiótico ideal deve considerar a flora bacteriana típica da área cirúrgica, o espectro de cobertura necessário, a farmacocinética da droga e o perfil de segurança. Para a grande maioria das cirurgias limpas e potencialmente contaminadas, a cefazolina, cefalosporina de primeira geração, é o antibiótico de primeira linha. Ela possui excelente atividade contra Staphylococcus aureus (inclusive cepas produtoras de penicilinase) e estreptococos, sendo eficaz e segura. As doses recomendadas variam conforme o peso corporal: 1g IV para pacientes com até 70 kg, 2g para aqueles entre 70 kg e 120 kg, e 3g para pacientes com mais de 120 kg. 

Em cirurgias abdominais ou ginecológicas, onde há risco de contaminação por anaeróbios e gram-negativos entéricos, associa-se o metronidazol, ou utiliza-se cefalosporinas de segunda geração como a cefuroxima. 

Para pacientes com alergia grave a beta-lactâmicos, a clindamicina (600 mg IV) ou a vancomicina (15 mg/kg IV) são opções para cobertura de gram-positivos, devendo-se associar um agente com atividade contra gram-negativos, como gentamicina, aztreonam ou quinolonas, conforme o tipo de cirurgia. Em procedimentos urológicos, por exemplo, pode-se utilizar fluoroquinolonas; nas neurocirurgias, amoxicilina/clavulanato também pode ser empregado.

Veja Também:

  • Subespecialidades Cirúrgicas: quais são e qual a remuneração
  • Residência em Cirurgia Geral: O que é, residência médica e mercado de trabalho
  • As Melhores Residências em Cirurgia Geral

Quando administrar o antibiótico?

O momento da administração do antibiótico é um dos fatores mais críticos para garantir a eficácia da profilaxia. O princípio básico é que a concentração tecidual da droga seja adequada no momento da incisão cirúrgica. Por isso, o antibiótico deve ser administrado idealmente entre 30 e 60 minutos antes da incisão, garantindo níveis plasmáticos e teciduais terapêuticos no início da agressão cirúrgica. Antibióticos com tempo de infusão mais prolongado, como a vancomicina e as fluoroquinolonas, devem começar a ser administrados até 120 minutos antes da incisão. 

A falha na administração dentro desse intervalo, ou a aplicação após o início da cirurgia, compromete a eficácia da profilaxia, sendo um erro grave tanto em avaliações quanto na prática clínica.

Por quanto tempo manter o antibiótico?

Em relação à duração, a profilaxia antibiótica deve ser mantida pelo menor tempo possível, apenas o necessário para cobrir o período de risco cirúrgico imediato. A recomendação baseada em evidências é que uma dose única seja suficiente para a maioria dos procedimentos. No entanto, em cirurgias prolongadas, ou com perda sanguínea superior a 1.500 mL, pode ser necessária uma dose adicional, respeitando o tempo de meia-vida do antibiótico utilizado. 

Prolongar a profilaxia por mais de 24 horas não traz benefício clínico adicional e está associado ao aumento de resistência bacteriana, infecções por Clostridioides difficile e outras complicações, como nefrotoxicidade e superinfecções. Assim, é fundamental manter o uso racional dos antimicrobianos, limitando a profilaxia ao período perioperatório imediato.

Erros comuns em provas (e na prática!)

Diversos erros são frequentemente observados tanto em provas quanto na rotina hospitalar. Entre os mais comuns está a prolongação injustificada da antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas, sem base em evidência. 

Outro erro frequente é não realizar a redose intraoperatória quando indicada, especialmente em cirurgias longas ou com sangramento volumoso. Também se observa a prescrição indevida de profilaxia em cirurgias limpas sem uso de prótese, como herniorrafias simples, o que configura uso desnecessário de antibióticos. 

Além disso, o não ajuste da dose pelo peso do paciente, especialmente em indivíduos obesos, pode comprometer a eficácia da profilaxia. Erros no timing de administração e a confusão entre profilaxia e tratamento de infecção ativa, especialmente em cirurgias classe IV, também são falhas que devem ser evitadas com base no conhecimento técnico adequado.

Um tema obrigatório para quem quer gabaritar

Dominar o tema da antibioticoprofilaxia cirúrgica não é apenas essencial para uma boa prática médica — é também uma estratégia valiosa para conquistar pontos importantes nas provas de residência. Trata-se de um assunto clássico, frequentemente abordado em questões que testam a capacidade do candidato de tomar decisões clínicas baseadas em diretrizes atualizadas e evidências científicas.

Para garantir um bom desempenho nas provas, algumas dicas práticas podem fazer a diferença:

  1. Decore a classificação das cirurgias (classe I a IV) e saiba relacionar cada uma com a conduta correta: se há ou não indicação de profilaxia ou se já se trata de um cenário de antibioticoterapia plena.
  2. Memorize o antibiótico de escolha para cada situação: cefazolina é a base para a maioria das cirurgias limpas e potencialmente contaminadas; em casos que envolvam anaeróbios, adicione metronidazol; para alérgicos a beta-lactâmicos, lembre-se da clindamicina ou vancomicina com associação apropriada.
  3. Grave os tempos de administração: a regra dos "30 a 60 minutos antes da incisão" é uma pegadinha clássica; lembre-se de que antibióticos com infusão prolongada (como vancomicina) devem ser iniciados até 120 minutos antes.
  4. Nunca ultrapasse 24 horas de profilaxia: o uso prolongado não reduz a infecção, mas aumenta os riscos. Isso é frequentemente explorado em questões com viés de segurança do paciente.
  5. Fique atento à necessidade de redose intraoperatória, especialmente em cirurgias com mais de duas meias-vidas do antibiótico ou sangramento superior a 1.500 mL.
  6. Evite confusões entre profilaxia e tratamento: lembre-se de que cirurgias classe IV (infectadas) exigem antibioticoterapia completa e não apenas dose única profilática.

Ao se deparar com questões clínicas ou diretas sobre antibioticoprofilaxia, pense de forma sistematizada: tipo de cirurgia, flora bacteriana esperada, fármaco adequado, tempo de administração e duração da profilaxia. Esses cinco pilares formam a base para a resolução segura de praticamente todas as perguntas sobre o tema.

Leia Mais:

  • Avaliação pré-operatória: qual o objetivo e anamnese
  • O Que é Perioperatório, Quais as Suas Fases e Tratamentos
  • Entenda o que é a histerectomia, como é feita, tipos e cuidados pós operatório
  • Bariátrica Bypass: Como funciona e técnica envolvida na cirurgia
  • Abdome agudo inflamatório: causas, sintomas e como tratar

‍

FONTES:

  • TOWNSEND, C. M.; BEAUCHAMP, R. D.; EKELUND, M.; MAJR, K. L.; BUNTON, T. W. Sabiston: tratado de cirurgia – a base biológica da prática cirúrgica moderna. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 202
  • SOUZA, Hugo Ribeiro et al. ACERTO: atualização em cirurgia e trauma para o residente. 3. ed. Rio de Janeiro: Sanar, 2016.
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