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Publicado em
31/5/24

Residência médica em Patologia: rotina, remuneração e mercado de trabalho

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Residência médica em Patologia: rotina, remuneração e mercado de trabalho

Olá, futuro residente!

No texto de hoje falaremos da área médica que se dedica ao diagnósticos de doenças através de exames como a biópsia, a Patologia. O interesse na especialidade está crescendo nos últimos anos: em 2012 havia cerca de 2.012 médicos patologistas no Brasil, já em 2022 o número subiu para 3.824 patologistas no país, um salto de 90,6% - segundo dados da Demografia Médica 2023.

No post de hoje falaremos mais sobre essa área pouco conhecida da medicina. Mas você sabe porquê muitas instituições de residência médica oferecem dois cursos parecidos para essa área e qual a diferença entre a Patologia e a Patologia e Medicina Laboratorial? É que a última trabalha de forma clínica, enquanto que a residência apenas em patologia tem atuação cirúrgica também, fazendo biópsias e punções por exemplo. Dito isso, neste post nos dedicaremos apenas a Patologia cirúrgica.

O que é a Patologia?

A Patologia é definida como a área da medicina dedicada a estudar fluídos, tecidos e órgãos do corpo humano com o objetivo de diagnosticar diferentes doenças como: câncer, diabetes, alergias e muitas outras através de procedimentos como biópsia, necropsias e autópsias. 

No âmbito medicinal, a Patologia se divide em duas categorias que estudam diferentes características das mais diversas doenças. Ambas possuem as suas particularidades e são conhecidas como:

Patologia geral

Na Patologia geral, são feitos os estudos com ênfase nas reações e estímulos anormais de tecidos e células, assim, conhecendo características em comum de diferentes doenças, além das suas causas.

Patologia sistêmica ou especial

Já na Patologia sistêmica, também conhecida como Patologia especial, são estudadas as principais características de uma doença de acordo com um determinado órgão ou sistema que tenha sido acometido.  

Qual o perfil dos médicos patologistas no Brasil?

O profissional em Patologia deve observar os mínimos detalhes durante uma análise
O profissional em Patologia deve observar os mínimos detalhes durante uma análise. Foto: Reprodução/Shutterstock

A pesquisa Demografia Médica 2023, feita pela Associação Médica Brasileira com a USP trouxe um panorama dos 3.824 patologistas no país. A Patologia é uma especialidade formada principalmente por mulheres  -  com 57,3% dos patologistas - enquanto os homens representam 42,7%. 

A idade média é de 52 anos, e a maior parte desses profissionais residem nas capitais do sudeste. Confira abaixo a distribuição geográfica completa:

  • 52,8% dos formados em Patologia residem no Sudeste;
  • 14,7% no Sul;
  • 20,5% no Nordeste;
  • 9% no Centro-Oeste;
  • E 3% na região Norte.

Já a divisão por tipo de município é da seguinte forma:

  • 61,7% desses profissionais residem em alguma capital brasileira;
  • 32,6% em cidades do interior;
  • E 5,7 na região metropolitana.

Quais as características de um bom Patologista?

Uma das questões que passam na cabeça de muitos dos futuros residentes patologistas é a de quais características são interessantes para ser um especialista em Patologia, sabendo disso, veja a seguir algumas das principais: 

  • Observador: por lidar com diagnósticos de diferentes tipos de doenças que atingem variadas áreas do corpo humano, o médico patologista precisa ter tendência em observar os mínimos detalhes
  • Atencioso: aqui a atenção vale tanto para os pacientes (que na maioria das vezes descobrirão uma doença através do seu diagnóstico) e também para a hora de redigir laudos da forma mais completa possível
  • Conhecedor dos procedimentos administrativos: saber como funcionam todos os processos de um laboratório de Patologia, por exemplo, é imprescindível para o profissional, visto que existe uma legislação da área, além de ações técnicas e gerenciais

Como é a residência médica em Patologia?

A residência médica em Patologia é de acesso direto e duração de três anos. As divisões para o desenvolvimento das atividades do primeiro ao último ano do residente são feitas da seguinte maneira, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia

R1

Durante o primeiro ano da residência médica em Patologia, o residente desenvolverá atividades em Patologia cirúrgica, autópsia e citopatologia. Ao término do R1, o médico residente deverá ter desenvolvido aptidão em executar procedimentos operacionais referentes ao laboratório, redigir laudos completos, além de executar necropsia identificando as alterações morfológicas mais relevantes e realizar exames complementares.

R2 

Já no segundo ano da residência, o foco é maior na Patologia cirúrgica, que corresponde a 50% da carga horária total, mais 20% em autópsia e 15% em citopatologia, além de estágio obrigatório de no mínimo 60 horas em medicina legal. No final do R2 em Patologia, o residente deverá ter realizado atividades e exames suficientes para estar apto a compreender de forma mais avançada os diagnósticos das mais variadas condições clínicas.

R3

O terceiro e último ano da residência médica em Patologia é marcado pelo aprendizado em realizar exames anatomopatológicos, macroscopia e microscopia, além de redigir laudos dentro das normas técnicas. Para o encerramento do R3, o médico deverá estar apto para executar exames, fazer diagnósticos e redigir laudos, além de estar familiarizado com os procedimentos administrativos de um laboratório.

O que estudar para ser um residente em Patologia?

A Patologia é uma das residências com menor taxa de concorrência, o que torna o processo de estudo mais tranquilo, mas ainda deve ser bem feito para garantir a aprovação e principalmente em uma boa instituição. Pensando nisso, o Eu Médico Residente oferece preparatórios de residência médica que se adequam à sua necessidade, com a nossa inteligência artificial criada para organizar os seus estudos, o MedTrack, torne o caminho até a sua aprovação mais fácil. Venha conferir.

Como funciona a rotina profissional do Patologista?

Muitas pessoas imaginam que os profissionais patologistas passam a maior parte do tempo executando exames, fazendo análises e dando diagnósticos, mas existem muitos outros pontos na rotina do especialista.

Além de toda a parte de análises e exames laboratoriais, o médico também busca sempre por atualizações de conhecimentos da área que incluem as novas tecnologias e os melhores métodos para cada caso, sugerir novas medidas de segurança ao cenário laboratorial, além de diagnosticar corretamente a fim de indicar os melhores tratamentos.

Outro ponto da rotina de um patologista é o contato com médicos de outras especialidades, discutindo o caso clínico em que estão trabalhando. Dessa forma, embora o patologista raramente tenha contato com pacientes diretamente, ele tão pouco trabalha de forma necessariamente solitária, sendo frequente a troca entre outros médicos (patologistas ou não).

Diagnósticos e interpretações precisas são dadas pelo profissional em Patologia
Diagnósticos e interpretações precisas são dadas pelo profissional em Patologia. Foto: Reprodução/Shutterstock

Além disso, é comum que os Patologistas trabalhem em horário comercial, principalmente caso atuem em laboratório. Mas mesmo os que trabalham em hospitais costumam ter uma rotina bem estabelecida, visto que essa especialidade não dá plantões.

Mercado de trabalho e Salário

Sobre mercado de trabalho, o médico patologista pode trabalhar em clínicas, hospitais, laboratórios e também seguir a carreira acadêmica. Aqui, ao contrário de outras áreas da medicina, é muito raro após a residência o profissional empreender visto que os materiais necessários para realizar o trabalho são muito caros. 

Os recém-formados, no entanto, não costumam ter problemas para se inserir no mercado já que ainda há uma carência grande de profissionais. A demanda por eles vem crescendo bastante, assim como no ramo da oncologia, visto que os principais exames dos patologistas são de possíveis tumores.

Sobre a remuneração, segundo a plataforma salario.com que utiliza dados do Novo Caged, o médico patologista ganha em média R$8.486,85 por 24 horas semanais de trabalho. Já o teto salarial é de R$19.925,84.

Conclusão

A residência médica em Patologia está entre uma das menos concorridas, mas é de extrema importância para a medicina já que os diagnósticos e interpretações de exames laboratoriais são feitos por esse profissional. Se você se identificou com ela e quer se preparar para a prova do melhor jeito, o Eu Médico Residente te ajuda com os melhores cursos e mentorias. Para saber mais, conheça os nossos cursos preparatórios para a residência médica!

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