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Descolamento Prematuro de Placenta: tudo que você precisa saber
Estudo
•
Publicado em
20/1/22

Descolamento Prematuro de Placenta: tudo que você precisa saber

Descolamento Prematuro de Placenta: tudo que você precisa saber
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Ellen Kosminsky

Índice

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O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação parcial ou completa da placenta do útero antes do parto. Essa normalmente ocorre quando a gestação possui 20 semanas ou mais, e representa 10% de todos os partos prematuros. 

Para mais, o DPP pode ser muito perigoso para o bebê. Isso porque a mortalidade perinatal na DPP é de 12%, sendo que 77% dessas mortes ocorrem intra útero. 

Por isso, dominar o manejo dessa condição é fundamental para a sua prova de residência. Então, não perca mais um post do EMR para contribuir com a sua formação!

Como é a fisiopatologia do descolamento prematuro de placenta?

O descolamento prematuro da placenta ocorre devido a ruptura das artérias uterinas. Assim, há um acúmulo de sangue entre a placenta e o útero, e a pressão que esse líquido exerce sobre essa pode romper ainda mais vasos, piorando gradativamente o quadro.

Ilustração de como ocorre o DPP. Fonte: Medicina - Mitos e Verdades

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Para mais, em cerca de 10 a 20% dos casos, a hemorragia é extensa. Nesses casos, o sangue exerce pressão importante sobre o útero, podendo dissociar suas miofibrilas. Formando assim, a apoplexia uteroplacentária ou o útero de Couvelaire, caracterizado pela infiltração de sangue no miométrio. Observe a imagem abaixo.

Útero de Couvelaire. Fonte: Obstetrícia Fundamental, 2017.

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Além disso, por ser uma condição potencialmente grave, é fundamental conhecer seus principais fatores de risco.

Fatores de risco do descolamento prematuro de placenta

O principal fator de risco é o DPP prévia, que aumenta o risco de reincidência em 10 a 15 vezes. 

E mais, o uso de cocaína, visto que 10% das mulheres que fazem uso da substância irão apresentar o DPP. Isso porque a droga provoca a vasoconstrição, que cursa com isquemia e vasodilatação reflexa. E esses processos provocam comprometimento da integridade vascular.

Além desses, o tabagismo também é importante fator de risco, porque a vasoconstrição também pode cursar com isquemia e necrose dos vasos. E também, o trauma mecânico, apesar de mais raro, aumenta o risco de DPP em até 6 vezes.


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Como é o quadro clínico do descolamento prematuro de placenta?

Devido ao rompimento das artérias uterinas e descolamento da placenta, o primeiro sinal clínico normalmente é o sangramento vaginal leve a moderado. 

Comumente, em conjunto com esse sangramento, há a dor abdominal ou nas costas, que também ocorre devido ao descolamento abrupto da placenta do útero. E mais, como mecanismo para tentar estancar o sangramento, o útero realiza contrações hipertônicas, que podem ser evidenciadas no exame físico.

Para mais, em casos de DPP extenso, a gestante também pode desenvolver um quadro de coagulação intravascular disseminada (CIVD). 

E ainda, devido a diminuição do suprimento de oxigênio, é possível encontrar anormalidades na frequência cardíaca (FC) fetal, ou mesmo ausência de batimentos. 

Como diagnosticar o descolamento prematuro de placenta?

O diagnóstico do DPP é clínico. Entretanto, a ultrassonografia (USG) e exames laboratoriais podem ser úteis para confirmação do diagnóstico e determinação da gravidade do quadro.

Ultrassonografia

A USG é muito útil para fazer o diagnóstico diferencial do sangramento vaginal e da dor abdominal. Assim, o achado clássico é o hematoma retroplacentário, que diferencia a DPP de outras doenças.

Entretanto, a sensibilidade do exame é baixa. Isso porque, na USG, a ecogenicidade da placenta e do sangue acumulado são muito semelhantes, dificultando a visualização.

Hematomas retroplacentários anecóicos à ultrassonografia. Fonte: Obstetrícia Fundamental, 2017.

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Exames laboratoriais

O grau de hemorragia materna corresponde às anormalidades hematológicas encontradas nos exames laboratoriais. 

Assim, os níveis de fibrinogênio proporcionam informações importantes sobre a hemorragia. Bem como evidenciam possível necessidade de transfusão sanguínea. Sendo valores ≤ 200 mg/dL preditivo positivo de 100% para hemorragias graves, e valores ≥ 400 mg/dL preditivos negativos de 79%.

Como visto anteriormente, casos graves de DPP podem levar a uma CIVD. Sendo essa diagnosticada através do aumento da trombina, evidenciada pela diminuição do fibrinogênio.

E mais, pelo aumento da fibrinólise. Esse pode ser observado através da degradação da fibrina ou pelo aumento do D-dímero. Sendo o D-dímero um produto da degradação da fibrina.

Assim, existem diversos graus de DPP. A doença é classificada em graus de I a III, sendo o grau III dividido em IIIa e IIIb, para definir a gravidade da paciente e, dessa forma, definir a melhor conduta.

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Graus de classificação da DPP

Grau I

A mulher que apresenta descolamento prematuro de placenta em grau I é assintomática, ou apresenta sangramento vaginal discreto. Além disso, não apresenta hipertonia uterina significativa, e o feto apresenta vitalidade preservada.

E mais, não há repercussões hemodinâmicas ou coagulopatias maternas. Normalmente, o diagnóstico é feito ao nascimento, após evidência de coágulo retroplacentário à inspeção da placenta.

Presença de coágulo retroplacentário na face materna da placenta. Fonte: Obstetrícia Fundamental, 2017

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Grau II

A gestante com grau II de descolamento prematuro de placenta apresenta sangramento genital moderado e hipertonia uterina. 

Além disso, são evidenciadas repercussões hemodinâmicas, como aumento da FC e alteração postural da pressão arterial (PA). Bem como diminuição dos níveis de fibrinogênio.

E ainda, a vitalidade fetal encontra-se prejudicada.

Grau III

O grau III da DPP caracteriza-se pela morte fetal. E mais, a gestante apresenta hipotensão e hipertonia uterina importante. Sendo o grau IIIa a gestante sem coagulopatia, e o IIIb, com coagulopatia.

Como tratar o descolamento prematuro de placenta?

O tratamento da DPP dependerá de seu grau, comprometimento materno/fetal e da idade gestacional. E ainda, para avaliação laboratorial materna, é necessário realizar a tipagem sanguínea, hemograma completo e coagulograma. 

Para mais, um teste simples para avaliar o estado de coagulação é a coleta de 10 mL de sangue em um tubo de ensaio. Após 7 a 10 minutos, é esperado que esse sangue presente no tubo apresente um coágulo firme. Caso isso não ocorra, a coagulopatia está instalada.

Como tratar a DPP quando o feto for viável?

Quando o feto for viável, recomenda-se a interrupção da gravidez. Sendo a via vaginal indicada quando o parto for iminente. Entretanto, caso a gestante não esteja em trabalho de parto, é recomendada cesárea de emergência.

Para mais, em caso de instabilidade materna, sofrimento fetal agudo ou trabalho de parto lento, recomenda-se também a cesárea.

Quando tratar a DPP com feto morto?

Nesse caso, a via preferível do parto é a vaginal, devendo ocorrer dentro de 4 a 6 horas. Além disso, a amniotomia é fundamental para reduzir a hemorragia materna.

Manejo do tratamento da DPP. Fonte: FEBRASGO, 2019.

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Como tratar a instabilidade hemodinâmica materna na DPP?

Inicialmente, deve-se ter 2 acessos intravenosos para infusão de 1000 mL de solução cristalóide. Sendo os primeiros 500 mL difundidos nos primeiros 10 minutos e mais 250 mL a cada hora.

Por fim, deve-se manter o débito urinário superior a 30 mL/hr.

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Fontes:

REZENDE, J. F; MONTENEGRO, C. A. B. Obstetrícia Fundamental. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan LTDA, 2017.

Tratado de Ginecologia FEBRASGO / editores Cesar Eduardo Fernandes, Marcos Felipe Silva de Sá; coordenação Agnaldo Lopes da Silva Filho...[et al]. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.

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