Na última edição, com ingresso em 2026, as notas de corte da 1º etapa variaram de 50,67 pontos, em Medicina de Família e Comunidade, a 76 pontos, em Transplante de Medula Óssea. Entre as especialidades de Acesso Direto, Anestesiologia e Cirurgia Geral ficaram no topo, com 74,67 pontos.
A nota de corte do Einstein é um dos números mais consultados por quem está de olho em uma vaga de residência médica em São Paulo. Mas, atenção: saber o corte de uma especialidade não significa saber a nota necessária para ser aprovado no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Mas, o que exatamente esse número representa? E quantas questões foi preciso acertar para chegar a essas pontuações?
Vem com a gente conferir a tabela completa de notas de corte do Einstein por especialidade e entender como esses números podem ajudar no seu planejamento para a residência médica!
Qual é a nota de corte do Einstein por especialidade?
As notas abaixo correspondem à pontuação do último candidato classificado para a 2º etapa em cada especialidade no processo seletivo do Einstein com ingresso em 2026.
Acesso Direto
Especialidades com Pré-requisito
Os dados mostram uma diferença importante entre as especialidades. Considerando todo o processo, o maior corte foi o de Transplante de Medula Óssea, com 76 pontos. Já entre as áreas de Acesso Direto, Anestesiologia e Cirurgia Geral empataram no topo, com 74,67 pontos.
Na outra ponta, Medicina de Família e Comunidade teve o menor corte entre as áreas de Acesso Direto, com 50,67 pontos. A diferença entre os dois extremos foi de 25,33 pontos.
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Quantos acertos correspondem à nota de corte do Einstein?
A prova objetiva do Einstein tem 75 questões para os programas de Acesso Direto e 50 questões para os programas com Pré-requisito, com pontuação apresentada em uma escala de 0 a 100.
Por isso, é possível transformar as notas de corte em uma estimativa do número de questões corretas:
Traduzindo os números para a prática: quem estava mirando Cirurgia Geral precisava chegar a aproximadamente 56 acertos em 75 questões para alcançar a nota de corte de 74,67. Já em Medicina de Família e Comunidade, o corte de 50,67 corresponde a aproximadamente 38 acertos.
A diferença de 18 questões entre essas duas especialidades ajuda a mostrar o motivo pelo qual não existe uma única "nota de corte do Einstein". Cada programa possui a sua própria linha de classificação.
Veja também: Residência médica Einstein 2025: confira o resultado final
O que a nota de corte do Einstein significa?
Aqui está um dos pontos mais importantes para interpretar corretamente os dados.
A nota de corte do Einstein apresentada nesta análise é a pontuação do último candidato convocado para a 2º etapa de cada especialidade. Portanto, ela mostra o desempenho necessário para avançar no processo seletivo daquela edição e não a nota do último candidato aprovado na residência.
Isso acontece porque o processo seletivo é composto por diferentes etapas. Na edição com ingresso em 2026, a prova objetiva teve peso de 50% na nota final, a prova prática correspondeu a 40% e a análise curricular representou 10%.
Assim, o candidato que atingiu a nota de corte apenas garantiu a classificação para continuar na disputa. A vaga ainda seria definida pelo desempenho nas etapas seguintes.
Passar da nota de corte garante vaga no Einstein?
Não!
Atingir ou superar a nota de corte da 1º etapa significa que o candidato conseguiu avançar no processo seletivo, mas não garante a aprovação final.
Isso ocorre porque metade da nota final ainda é definida depois da prova objetiva: 40% correspondem à prova prática e 10% à análise curricular.
Na prática, isso cria dois cenários. Um candidato que passou próximo do corte ainda pode melhorar bastante a sua classificação nas etapas seguintes, especialmente com um bom desempenho na prova prática. Da mesma forma, quem teve uma excelente pontuação na objetiva não pode considerar a vaga garantida.
Por isso, a nota de corte deve ser entendida como o ponto de passagem para a próxima etapa e não como uma nota de aprovação.
Como funciona a prova prática do Einstein?
Na edição com ingresso em 2026, a prova prática foi realizada em estações e buscou avaliar não apenas conhecimentos técnicos, mas também competências como raciocínio clínico, comunicação, profissionalismo, ética, empatia e trabalho em equipe.
Para os programas de Acesso Direto, a estrutura contou com 5 estações clínicas de 8 minutos e 2 estações de habilidades, procedimentos diagnósticos ou terapêuticos, de 4 minutos cada.
Esse formato ajuda a explicar o motivo pelo qual olhar apenas para a nota da prova objetiva não é suficiente para estimar as chances de aprovação no Einstein.
A análise curricular também entra na composição da nota final e considera itens como iniciação científica documentada e publicações em periódicos indexados no PubMed, além de critérios relacionados à formação acadêmica.
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Por que a nota de corte do Einstein muda todo ano?
A nota de corte não é um número fixado previamente pelo Einstein. Ela é resultado do desempenho dos candidatos em uma determinada edição e, por isso, pode variar de um processo seletivo para outro.
Entre os principais fatores que podem influenciar essa variação estão:
Dificuldade da prova: uma prova mais fácil tende a elevar a pontuação geral dos candidatos e pode fazer o corte subir.
Número de vagas: quando há mais vagas em determinada especialidade, mais candidatos podem ser convocados para a etapa seguinte, o que pode alterar a linha de corte.
Número e perfil dos inscritos: quanto maior a concentração de candidatos com desempenho elevado, maior pode ser a pontuação necessária para avançar.
Formato da seleção: mudanças no número de questões, no conteúdo ou na estrutura da prova podem dificultar a comparação direta entre diferentes edições.
Por isso, usar a nota de corte do ano anterior como uma faixa de referência é mais seguro do que tratá-la como uma meta exata.
Quantos candidatos disputam cada vaga no Einstein?
O processo seletivo com ingresso em 2026 registrou 5.111 candidatos inscritos para 110 vagas, resultando em uma média geral de 46,46 candidatos por vaga.
Mas, a média geral não conta toda a história. A concorrência varia bastante entre as especialidades. Naquele processo, por exemplo, Cirurgia Geral teve 793 inscritos para 6 vagas, enquanto Clínica Médica recebeu 812 candidatos para 11 vagas.
Por isso, assim como acontece com a nota de corte, a relação candidato/vaga precisa ser analisada por especialidade para realmente ajudar na tomada de decisão.
Veja também: tudo sobre as inscrições para a prova de residência do Einstein (HIAE).
Nota de corte da residência médica do Einstein e do vestibular da Faculdade Einstein são a mesma coisa?
Não!
A residência médica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o vestibular de Medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein são processos seletivos diferentes.
A residência é destinada a médicos que buscam uma especialização, enquanto o vestibular seleciona candidatos para a graduação em Medicina.
Como os dois processos utilizam o nome Einstein e divulgam informações de seleção, é importante conferir a fonte antes de utilizar qualquer número. As notas apresentadas neste conteúdo correspondem exclusivamente ao processo seletivo da residência médica do HIAE.
Onde conferir a nota de corte oficial do Einstein?
A nota de corte não aparece necessariamente em um documento chamado "nota de corte". Ela pode ser identificada a partir dos documentos oficiais publicados pela Fundação VUNESP, responsável pela 1º etapa do processo seletivo.
Para conferir os dados de uma edição, o candidato pode:
- Acessar a página do processo seletivo de residência médica do Einstein na VUNESP.
- Localizar o resultado da prova objetiva.
- Conferir a lista de candidatos convocados para a 2º etapa.
- Identificar o último candidato convocado em cada especialidade.
- Verificar a pontuação desse candidato.
Também é importante observar eventuais retificações e resultados de recursos, já que alterações na pontuação podem modificar a classificação e, consequentemente, a nota de corte.
Quer chegar mais preparado para a residência médica?
Conhecer a nota de corte é o 1º passo. O desafio é transformar esse número em desempenho na prova.
Se você está se preparando para o Einstein e para outros grandes processos seletivos de residência médica, vale conhecer os cursos preparatórios do Eu Médico Residente, com opções de preparação para diferentes momentos da trajetória, como o Extensivo R1, o Extensivo Bases e o Extensivo R+.


