Covid-19

Histórico de pandemias e as possíveis semelhanças com a Covid-19

A pandemia de 2020 (Covid-19) trouxe uma surpresa bastante negativa pro mundo inteiro, quando, em janeiro, os primeiros casos de Covid-19 começaram a brotar e se espalhar a partir da China. Ninguém imaginava que uma pandemia, que era apenas um assunto histórico, passaria a ser pauta constante e afetaria a população universalmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença e o termo passa a ser usado quando uma epidemia, surto que afeta uma região, se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentadade pessoa para pessoa.

Apesar de ser uma grande novidade pra muitos, surtos de novas doenças já foram bem recorrentes há alguns anos não tão distantes. Antes da Covid-19, a pandemia mais recente aconteceu em 2009, com a chamada gripe suína, causada pelo vírus H1N1. Acredita-se que o vírus veio do porco e de aves, e o primeiro caso foi registrado no México. A OMS elevou o status da doença para pandemia em junho daquele ano, após contabilizar 36 mil casos em 75 países. No total, 187 países registraram casos e quase 300 mil pessoas morreram. O fim da dela foi decretado pela OMS em agosto de 2010.

E não para por aí, outras pandemias fizeram parte da história mundial, e deixaram ensinamentos que serviram e servem para nós, no combate, prevenção e cuidado com as doenças. Em tempos de alerta total de saúde pública, cientistas correm contra o relógio a fim de encontrar uma cura, um tratamento ou uma prevenção ao novo coronavírus. Paralelamente, outros pesquisadores debruçam-se sobre jornais antigos e materiais históricos, para analisar pandemias anteriores. Algumas soluções parecem estar no futuro, outras, porém, podem estar lá no passado.  

Um resumo de algumas pandemias conhecidas historicamente...

Peste do Egito

Com registro de 430 a.C., a febre tifoide matou um quarto das tropas atenienses e um quarto da população da cidade durante a Guerra do Peloponeso. Esta doença fatal debilitou o domínio de Atenas, mas a virulência completa da doença preveniu sua expansão para outras regiões, a doença exterminou seus hospedeiros a uma taxa mais rápida que a velocidade de transmissão. A causa exata da peste era por muitos anos desconhecida; em janeiro de 2006, investigadores da Universidade de Atenas analisaram dentes recuperados de uma sepultura coletiva debaixo da cidade e confirmaram a presença de bactérias responsáveis pela febre tifoide.

Peste de Justiniano

Foi a primeira epidemia de peste bubônica, transmitida por pulgas de ratos infectados, vindos dos navios. A praga surgiu no Egito, passou pelo Oriente Médio e chegou à capital do Império Bizantino, Constantinopla, em 540 d.C., matando 5 mil moradores por dia, e eliminando metade da população. Estima-se que a pandemia tenha durado mais de 200 anos. O Covid é ruim, mas essa doença da Idade Média podia fazer os nódulos linfáticos das pessoas incharem e suas mãos e pés necrosarem.

Peste Negra

Oitocentos anos depois do último aparecimento, a peste bubônica tinha voltado à Europa. Começando a contaminação na Ásia, a doença chegou à Europa mediterrânea e ocidental em 1348 (possivelmente de comerciantes fugindo de italianos lutando na Crimeia), e matou vinte milhões de europeus em seis anos, um quarto da população total e até metade nas áreas urbanas mais afetadas. Logo os europeus identificaram que a doença era altamente contagiosa. Uma das formas de contágio é a respiratória, assim, uma pessoa infectada pode facilmente transmitir por via respiratória ou por suas roupas, por exemplo, a doença para outros. A peste negra atuava de maneira fulminante, e a pessoa que a contraía falecia em questão de dias.

Gripe Russa

Em 1889, a Gripe Russa foi a primeira pandemia a ser documentada com detalhes, com proliferação inicial de duas semanas sobre o Império Russo e chegando até o Rio de Janeiro. Ao todo, 1 milhão de pessoas morreram por conta de um subtipo da Influenza A.

Gripe Espanhola

A gripe espanhola é considerada por muitos especialistas a mãe das pandemias: provocada pelo vírus influenza do tipo A H1N1, estima-se que ela tenha contaminado mais de 500 milhões de pessoas e provocado entre 17 e 50 milhões de mortes. Trata-se de uma das epidemias mais mortais da história da humanidade. Acredita-se que ela surgiu nos Estados Unidos, só que não divulgaram a informação. Na época, os ianques estavam na Primeira Guerra Mundial e censuravam dados que pudessem enfraquecer seu Exército. A neutra Espanha noticiou o fato e, por isso, ficou conhecida como o berço do perrengue.  Relatos dão conta que as pessoas acordavam bem de saúde e morriam ao final do dia. No Brasil, até o presidente eleito Rodrigues Alves (1848-1919) faleceu por causa da moléstia.

Apesar de terem origens e causas distintas, existem fatores em comum entre as pandemias registradas.  Um ponto em comum entre os surtos pandêmicos é o comportamento humano diante das moléstias. O caos social, financeiro, o isolamento das pessoas, o evitar sair às ruas, o medo de entrar em contato com os possíveis transmissores, sejam animais, outras pessoas contaminadas, o ar, substâncias venenosas, entre tantas outras questões que supostamente estariam por trás da doença, e além de tudo isso, a disseminação de informações falsas.

Doença sempre existiram e sempre vão existir, mas diante do cenário atual e dos anteriores, é notório que já avançamos muito em vários aspectos da saúde, mas ainda é muito importante investir e valorizar as pesquisas cientificas, os estudos e os profissionais que tanto se esforçam para obter êxito. Pois assim, todos acabam sendo beneficiados, já que é em prol do bem comum e saúde pública. E ainda que surjam novas moléstias, com maior preparo, fica menos problemático lidar com o que pode surgir ou ressurgir na sociedade.